105 mil litros de gasolina são liberados para abastecer aviões da FAB, ambulâncias e viaturas policiais

A informação foi confirmada por um dos líderes da paralisação dos caminhoneiros em Manaus, Edmilson Aguiar. Categoria continua parada na refinaria da capital

Jucélio Paiva / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Cento e cinco mil litros de gasolina de avião foram liberados, na noite desta quinta-feira (24), pelos caminhoneiros em greve na capital, para abastecer as aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Outros seis caminhões com combustíveis devem ser liberados ao longo da noite e madrugada de sexta-feira (25), para abastecer ambulâncias e viaturas das polícias Civil (PC) e Militar (PM), além do Corpo de Bombeiros. A informação foi confirmada por um dos líderes da paralisação dos caminhoneiros em Manaus, Edmilson Aguiar, 37.

Cerca de 70 caminhoneiros permanecem acampados em frente à Refinaria de Manaus, localizada na Rua do Marapatá, Distrito Industrial, na zona sul. Segundo Aguiar, durante esta quinta houve uma negociação com as forças armadas e com o comando da PM, para liberação de seis caminhões com combustíveis para abastecer as viaturas, além das ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na cidade. “São os carros de serviços essenciais. Não foi definida a quantidade de gasolina, apenas a quantidade de seis caminhões, que podem ser de 60 ou 45 mil litros”, disse.

Por volta das 20h30, dois caminhões, sendo um com 60 mil, e outro com 45 mil litros de gasolina, deixaram a refinaria para abastecer as aeronaves da FAB. Segundo Edmilson Aguiar, até a noite desta quinta-feira não houve acordo com o governo, e os caminhoneiros seguem exigindo a diminuição dos preços dos combustíveis, principalmente a do diesel, para R$ 2.

Os caminhoneiros, que estão desde às seis horas da manhã na refinaria de Manaus, continuam com os veículos parados na rua. No local, eles já fizeram fogo para cozinhar alimentos, comprados por eles, e de doações de empresários e pessoas que apoiam a paralisação na capital.

Policiais militares, entre eles da Força Tática, permanecem no local, mas até o momento, o ato segue pacífico.