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Abandonada, obra da Casa do Estudante vira ‘lar’ de marginais, dizem moradores  

Projeto da Ufam orçado em R$ 2,5 milhões está parado desde 2013. Moradores do bairro Coroado denunciam que local está sendo usado por usuário de drogas e está acumulando lixo

Sofia Lorrane / redacao@diarioam.com.br

Projeto da casa tinha o objetivo de criar condições de inclusão social e servir para a redução dos índices de evasão (Foto: Sofia Lorrane/Divulgação)

Manaus – Mais de um mês após a REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) publicar que as obras da residência estudantil da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), localizada no bairro Coroado, zona leste da capital, estão paradas desde 2013, a situação do local piorou. Agora, moradores próximos denunciam que o prédio abandonado está sendo usado por usuário de drogas, e está acumulando lixo, reclamam ainda da falta de segurança e pouca iluminação na área.

Segundo o líder comunitário Francisco Ribeiro, 40, o prédio está oferecendo risco aos moradores e as pessoas que andam ali próximo. “Não é casa do estudante é casa dos bandidos, receio que aconteça de um dia encontrarem um cadáver lá dentro, porque está muito perigoso. Já achamos de tudo lá, lata de cola, preservativos, garrafas de bebidas, é muito lixo e também acumula água pra proliferação de insetos. A Ufam fechou os olhos pra essa situação”, reclamou.

A aposentada Conceição Lima, 70, mora próximo ao local e reclama da falta de iluminação. “Eu moro aqui há mais de 40 anos, e tem um tempo já que esse prédio está abandonado, a noite fica tudo escuro, e fica muito perigoso. As autoridades deveriam fazem alguma coisa pra terminar logo essa obra, não tem luz e nem vigia”, explicou.

Um morador de 58 anos, que não quis se identificar por medo de represália, reclama da falta de segurança. “É muito perigoso por que não fica fechado e qualquer pessoa pode entrar. Um dia desses tinha uma menina passando na rua e chamaram ela lá pra dentro, mas ela correu. Está muito difícil pra quem mora aqui próximo”, relatou.

 

Projeto Milionário

A Residência Estudantil, orçada em mais de R$ 2,5 milhões, serviria para criar condições de inclusão social e para a redução dos índices de evasão, principalmente para estudantes vindos do interior do Estado para a capital.

A equipe de reportagem da Rede Diário de Comunicação (RDC) entrou em contato com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. Há um mês, a  Ufam havia informado que a Construtora Pirâmide Ltda., contratada para fazer a obra, pediu a rescisão do contrato por ter declarado falência. Na época, não havia previsão para retomada da obra.