Amazonas é o 3º do País em casos de Aids

De acordo com levantamento, dos 15.149 registros da doença no Amazonas, 12.179 foram detectados em Manaus, seguido de Parintins (265 casos), Tabatinga (248), Itacoatiara (157) e Tefé (155)

Da Redação / portal@d24am.com

Encontro discute combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e Aids.
Foto: Divulgação

Manaus – O Amazonas ocupa o terceiro lugar entre os Estados com maior quantidade de casos de Aids registrados. Entre 1986 e agosto de 2016, foram registrados 15.149 casos da doença no Estado, uma média de mais de um registro por dia. Manaus também ocupa o terceiro lugar no ranking entre as capitais brasileiras com maior índice da doença. Os dados fazem parte de compilação do Ministério da Saúde (MS) sobre a incidência da doença no Brasil e foram divulgados, ontem, pela Fundação de Medicina Tropical (FMT), por meio de assessoria de imprensa.

O levantamento aponta que o Amazonas ficou atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, respectivamente, o primeiro e segundo lugar na lista de Estados com maior incidência de Aids. De acordo com o levantamento, dos 15.149 registros da doença no Amazonas, 12.179 foram detectados em Manaus, seguido de Parintins, com 265 casos (1,74%), Tabatinga, com 248, Itacoatiara (157) e Tefé (155).

Conforme a FMT, a quantidade de registros da doença aumentou entre os adolescentes e jovens entre 15 e 19 anos. Nos últimos cinco anos, o número de casos foi de 2.934 no Estado, sendo 2.557 em Manaus (87,15%).

Diante da incidência da doença no Amazonas, o governo do Estado, assim como o governo federal, passaram a adotar estratégias para prevenção da transmissão de Aids, além do incentivo ao uso de preservativos masculinos. Ontem, 42 representantes de programas de combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e Aids da capital e do interior amazonense se reuniram, em Manaus, para tratar dessas medidas.

Conforme a FMT, o uso do preservativo feminino e a Profilaxia Pós Exposição (PEP), que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco em situações de exposição ao vírus, bem como a Profilaxia Pré Exposição (PREP), tecnologia de prevenção que se aplica no uso oral diário de antirretroviral por pessoas não infectadas pelo HIV, estão entre as opções e alternativas cientificamente eficazes no combate ao HIV/Aids. Outra ferramenta, conforme a FMT, consiste na Prevenção Combinada que abrange todas as medidas em conjunto, como a testagem regular, o uso de preservativos masculino e feminino, o tratamento de IST, as ações de redução de danos, PEP, PREP e o próprio tratamento antirretroviral.

De acordo com a coordenadora estadual de IST/AIDS e Hepatites Virais, que atua vinculada à FMT-HVD, Silvana Lima, a mudança na forma de abordar a prevenção tanto da Aids quanto de outras doenças surgiu da constatação, a partir de estudos, de que a população masculina não vem adotando o preservativo, popularmente conhecido como ‘camisinha’, de maneira efetiva que possa evitar o surgimento de novos casos. Outro público que as campanhas irão enfatizar, conforme a FMT, é o de mulheres, especialmente as grávidas, para evitar a transmissão vertical, quando a doença é transmitida da mãe para o filho.