AspromSindical repudia abono decretado por Amazonino: ‘atitude debochada’

Em greve por mais de 15 dias, professores do Estado reivindicavam reajuste de 35%, não concedido, enquanto secretários estaduais terão acréscimo de 100% sobre os salários

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical) emitiu uma nota de repúdio, na tarde desta terça-feira (10), ao governador Amazonino Mendes, após o decreto que concede abono de R$ 14 mil aos secretários do Estado, publicado da edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (9). O AspromSindical critica o acréscimo de 100% sobre os salários dos secretários, dias após o governo negar reajuste salarial de 35% aos professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Professores realizaram diversos protestos exigindo reajuste de 35% (Foto: Pablo Trindade)

“Depois de ser o causador do maior caos na educação pública do nosso Estado, por ter sido intransigente durante quase 60 dias de ‘negociação’ com os trabalhadores da Seduc, negando radicalmente o reajuste salarial de apenas 35%, o governador Amazonino tripudia sobre a pacificidade do povo amazonense presentiando seu secretariado com acréscimo de 100% sobre os salários”, diz trecho da nota de repúdio.

Os professores do Estado iniciaram uma greve geral, no dia 22 de março, reivindicando reajuste de 35%. Após diversas manifestações na capital e no interior, e mesas de negociação com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), o governo enviou uma proposta de reajuste de 27,2% à Assembleia Legislativa do Estado (ALE), aprovada na última sexta-feira (6).

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Contrariando o discurso de que o Estado “não tem dinheiro”, o governador Amazonino Mendes (PDT) concedeu um abono mensal de R$ 14 mil para todos os seus secretários. A informação está publicada como um decreto n° 38.853, no Diário Oficial do Estado (DOE), de segunda-feira (9). Deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE) estudam uma solução jurídica para barrar o abono por meio de um decreto Legislativo. Atualmente, os secretários ganham R$ 13,5 mil e com esse decreto passam a ganhar R$ 27,5 mil.

“O AspromSindical considera uma atitude debochada, vergonhosa e inaceitável deste senhor despudorado. É uma triste página de nossa história. Muito pior do que a do governo que lhe antecedeu. É vergonhoso!”, finalizou a nota da AspromSindical.