Brasileiros formados no exterior preenchem vagas do Mais Médicos

Médicos brasileiros formados no exterior preencheram as vagas do Programa Mais Médicos em uma hora, segundo o Ministério da Saúde. No Amazonas são destinadas 212 vagas

Beatriz Gomes / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Uma hora após a abertura das inscrições do Programa Mais Médicos para profissionais brasileiros formados no exterior, as vagas foram totalmente preenchidas. Das 1,4 mil vagas disponíveis em todo o País, 212 foram destinadas ao Amazonas. Os postos disponibilizados faziam parte da primeira etapa do Edital nº 22/2018 do programa e o prazo para a candidatura terminaria, inicialmente, nesta quinta-feira (14).

Apesar do rápido preenchimento das vagas nesta segunda chamada, não há garantia de que os médicos vão assumir, destaca o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems), Januário Neto.

Áreas indígenas de vários municípios do Amazonas estão há quase três meses sem os médicos para o atendimento da saúde básica (Foto: Eraldo Lopes/GDC)

Segundo o Cosems, no primeiro edital, as 322 vagas disponíveis receberam 318 inscritos, mas apenas 106 assumiram. “Estamos com uma expectativa de maior adesão dessa vez, por ser uma oportunidade de médicos sem registro atuarem formalmente”, disse. O conselho solicitou ao Ministério da Saúde a retificação do edital para contemplar quatro desistências da primeira chamada.

Entre as localidades com maior número de vagas remanescentes no Amazonas, estão o Distrito Sanitário Especial Índigena Alto Solimões, com 26 vagas, Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Negro, 17, Distrito Sanitário Especial Indígena Médio Solimões, 11, e Distrito Santiario Especial Indígena Parintins, 8. Ao todo 51 localidades do Estado tinham vagas remanescentes para esta segunda fase de chamada pública. Os municípios estão há quase três meses sem os médicos nas equipes de assistência básica.

No dia 19 de fevereiro, o MS vai divulgar a lista final dos médicos alocados, que deverão se apresentar nos municípios. De acordo com a Portaria nº20/2019, todos os profissionais alocados nesta etapa, que não tiverem o Registro do Ministério da Saúde (RMS), realizarão um módulo de acolhimento, no qual terão aulas e passarão por avaliação da coordenação nacional do programa.

Todas as mais de 8,5 mil vagas do atual edital do programa Mais Médicos, que ficaram abertas após o fim da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram preenchidas por profissionais brasileiros. “Com isso, não deve haver chamada para profissionais de outros países para este edital de reposição”, informou o Ministério Saúde.

O governo disse que serão exigidos 17 documentos, entre eles, o reconhecimento da instituição de ensino pela representação do país onde os profissionais obtiveram a formação.