Com preços a partir de R$ 5, FAS recebe Feira do Pirarucu e Tambaqui

Os peixes são pescados diretamente de rios e lagos do Médio Solimões, dentro da RDS Mamirauá. Evento começa nesta sexta-feira e segue até domingo

Com informações da assessoria / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) (rua Álvaro Braga, 351, Parque Dez) recebe a primeira edição da Feira do Pirarucu e Tambaqui de 2018, a partir desta sexta-feira (14) até o domingo (16). Os peixes são pescados diretamente de rios e lagos do Médio Solimões, zona rural de Fonte Boa (a 678 quilômetros a oeste de Manaus), localizada dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá.

Pescadores vendem quatro toneladas de pescado na sede da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), a partir de sexta-feira (Foto: Divulgação/FAS)

Serão disponibilizadas para venda direta ao consumidor três toneladas e meia de pirarucu fresco e uma tonelada de tambaqui, que tem produção sustentável autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e apoiada pelo Programa Bolsa Floresta (PBF), por meio do Fundo Amazônia/BNDES. Os preços variam de R$ 5 a R$ 18.

Durante todo o fim de semana, a feira funcionará de 7h às 18h (ou enquanto durarem os estoques). Para a venda de Pirarucu, serão vendidos cortes de filé (R$ 18), manta inteira (R$ 15/kg), ventrecha (R$ 14) e carcaça (R$ 5). Cerca de 80 tambaquis, entre 6 kg (R$ 8) e 7 kg em diante (R$ 13/kg), também estarão à disposição de clientes para venda. Todo o lucro da feira será revertido para as famílias dos pescadores da RDS Mamirauá.

As ações buscam estimular o crescimento e o controle dos estoques de pirarucu nos lagos das Unidades de Conservação (UC), além de apoiar diretamente o desenvolvimento sustentável no interior, como explica Edvaldo Correa, Coordenador Regional do Programa Bolsa Floresta da FAS no Solimões.

“Quando você compra um peixe direto dos rios, totalmente legalizado, você está incentivando o manejo nessas áreas e o cunho social envolvido por trás disso. Todas as famílias envolvidas na pesca tem a possibilidade de se desenvolver e melhorar a qualidade de vida da região onde vivem, já que geralmente a concorrência com o peixe ilegal é bem difícil”, conclui.

O pescador Edson Souza explica que é mais vantagem comprar mercadorias da comunidade do que em outros lugares por conta dos preços. “Vendemos mais em conta por ser o produtor direto para o consumidor”, diz o pescador. “Geralmente tem um atravessador que cobra a carga, por isso fica mais caro”.

Edson também revela que a comunidade espera por muito tempo essa oportunidade e que pretendem continuar realizando a feira. “Eles vão perceber que a principal diferença está na qualidade do produto. O peixe vem com nota fiscal e guia de comercialização, dando segurança ao consumidor”, garante.