Em ato nacional, trabalhadores pedem ‘basta’ e exigem direitos

Segundo a presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB Amazonas), Ísis Tavares, manifestação reuniu 500 pessoas, na Praça Heliodoro Balbi, no Centro de Manaus

Bruno Mazieri / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Na tarde desta sexta-feira (10), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB Amazonas) realizou o ‘Dia do Basta’, na Praça Heliodoro Balbi, no Centro da cidade. O ato, que ocorreu em todas as capitais brasileiras, reuniu, em Manaus, 500 pessoas, de acordo com a organização do evento.

Ísis Tavares, presidente da CTB Amazonas, disse que a manifestação pede um “basta nacional”. “Basta de privatização, de arrocho. Buscamos a defesa da aposentadoria, dos nossos direitos. Basta do aumento da gasolina, do gás de cozinha, da energia elétrica. Em todo o Brasil, os trabalhadores e trabalhadoras e povo de forma geral estão pedindo um basta disso tudo”, afirmou ela.

O ato contou, ainda, com a participação de movimentos sociais, além do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindsep-AM) e da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), esta última representada pela vice-presidente, professora Milena Fernandes Barroso.

“A Adua, enquanto sindicato, faz parte de um conjunto de entidades em nível federal, por meio do Fórum Nacional dos Servidores Públicos, e que está desde o ano passado organizando e mobilizando movimentos e dias de paralisação, na perspectiva de provocar o tema e dar informações à sociedade sobre o que está acontecendo na tramitação contra a Reforma da Previdência. E as repercussões nocivas da Reforma Trabalhista que aconteceu a pouco tempo”, disse a professora Milena Barroso.

Ela salientou, ainda, que a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) já foi afetada por sanções do presidente da República, Michel Temer. “Hoje, a Ufam já está sem recurso para o ano de 2018. Então, significa que você não tem verba para manutenção, para material de consumo. Se aguarda rubricas para alguns materiais permanentes aprovados em projetos. Estamos com a construção da Casa do Estudante paralisada por falta de verbas; com prédios da biblioteca central também aguardando verba; o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) teve uma parte concluída e só tem previsto R$ 8 milhões para dar início na segunda etapa da obra… Estamos vendo um processo de precarização do nosso trabalho”, finalizou ela.