Exposição apresenta métodos usados na educação de pessoas com deficiência visual

Programação na Escola Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo faz parte da 1ª Semana de Atividades Alusivas ao Dia Municipal da Pessoa com Deficiência Visual, celebrado hoje

Da Redação/redacao@diarioam.com.br

 

Manaus – A Escola Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo, no bairro Parque 10, zona centro-sul de Manaus, apresentou, ontem, uma exposição de materiais didáticos utilizados no processo de ensino e aprendizagem dos alunos com deficiência visual, atendidos pela unidade. A programação faz parte da 1ª Semana de Atividades Alusivas ao Dia Municipal da Pessoa com Deficiência Visual, celebrada hoje. As informações são da Prefeitura de Manaus.

A mostra foi aberta aos pais e alunos da unidade e teve como objetivo apresentar os métodos que são utilizados dentro da rede municipal de ensino, na educação de pessoas com deficiência visual, mostrando os instrumentos disponíveis e integrando estudantes, pais e professores.

Instrumentos usados na educação especial foram apresentados (Foto: Cleomir Santos/Semed Divulgação)

O idealizador da semana foi o professor da turma de alunos com deficiência visual Vandi Piazza. Ele explicou o que estava disponível aos estudantes da exposição. “Nós tivemos a exposição de livros em Braile e instrumentos que utilizamos para trabalhar a Matemática, Geografia, Ciência, História, como o Soroban, um ábaco adaptado, que utilizamos para fazer cálculos, trabalhar as quatro operações Matemáticas, o reglete, que é uma ferramenta que utilizamos para escrever em Braile, e uma máquina perkins, que é uma máquina de datilografia também em Braile”, explicou.

De acordo com a Prefeitura, durante todo ano, a escola desenvolve atividades voltadas aos diversos tipos de deficiências atendidas na unidade. Para o gestor da escola, Helivan Dantas, esse tipo de evento proporciona aos alunos contanto com atividades diferenciadas, além de integrar e socializar as práticas desenvolvidas pela escola com pais e comunidade.

Durante a mostra, os presentes puderam aprender coisas novas, como foi o caso da mãe do aluno Marcos Fabiano Lopes, 13, Suzana Lopes. Ela descobriu, por exemplo, que pessoas com deficiência visual são capazes de perceber as cores. “As cores chamam atenção dos olhos, mesmo de quem não tem nenhuma visão. O professor me falou e eu não sabia, então vou até me aprofundar nisso. A cada momento a gente vai aprendendo mais com eles e aqui podemos contar com profissionais que fazem esse trabalho com amor”, afirmou.



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