Hospital de Itacoatiara tem ‘graves’ problemas estruturais e falta de equipamento, diz MP

O órgão realizou uma inspeção na unidade de saúde após denúncias sobre falhas na prestação de serviços. Equipamentos improvisados foram encontrados no local

Gisele Rodrigues / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Denúncias sobre a falta de médicos, equipamentos danificados, falta de medicamentos e más condições de higiene no Hospital Regional José Mendes, em Itacoatiara (distante 176 quilômetros da capital), levou a 2ª Promotoria do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) no município a realizar uma inspeção na unidade, na última quarta-feira (8).

Hospital de Itacoatiara tem ‘graves’ problemas estruturais e falta de equipamento, diz MP (Foto: Divulgação)

De acordo com o promotor Marcelo Augusto da Silva Almeida, a inspeção serviu para subsidiar o inquérito civil instaurado para apurar as denúncias sobre falhas na prestação de serviços de saúde. De acordo com o MP, durante a visita, foi constatada a existência de “graves problemas estruturais”, na unidade hospitalar da cidade.

A médica Cláudia Antony e o engenheiro civil Francisco Celson Sales, da equipe do Núcleo de Apoio Técnico do MP, acompanharam a ação. Além dos especialistas do órgão, representantes do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, além dos Conselhos Regionais de Medicina, Farmácia e Enfermagem também participaram da inspeção.

“Desde a falta de extintores de incêndio e certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros, até equipamentos essenciais inoperantes ou funcionando em desacordo com as normas técnicas”, informou o MP, em seu site.

Os equipamentos laboratoriais estavam sendo utilizados de forma improvisada, segundo constatou o órgão. “A centrífuga do laboratório de análises clínicas funciona com seringas plásticas improvisadas no lugar dos tubos adequados”, informou o MP.

Hospital de Itacoatiara tem ‘graves’ problemas estruturais e falta de equipamento, diz MP (Foto: Divulgação)

Os técnicos verificaram que as máquinas avariadas também prejudicam a esterilização de materiais, gerando risco de contaminação.

Os órgãos de fiscalização colaboradores terão, segundo o MP, o prazo de 30 dias para apresentação do relatório técnico sobre as irregularidades encontradas em cada área de atuação. “ Ao final do que será possível traçar um perfil completo da situação e buscar saídas junto ao Poder Público. que vão desde o ajustamento de conduta até eventual judicialização das demandas”, explicou o promotor Marcelo Almeida.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde do município para questionar quanto às irregularidades informadas pelo MP e o prazo para a regularização, mas, até a publicação desta matéria, não obteve retorno.