IBGE: 14,4% da população do Amazonas vive em extrema pobreza

O dado consta na Síntese de Indicadores Sociais (SIS), que analisou o tema pobreza utilizando diferentes medidas que mostram a evolução dos indicadores da população entre os anos de 2016 e 2017

Da redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,4% da população do Amazonas vive na extrema pobreza (miséria). O dado consta na Síntese de Indicadores Sociais (SIS), que analisou o tema pobreza utilizando diferentes medidas que mostram a evolução dos indicadores entre os anos de 2016 e 2017.

Segundo a linha de pobreza proposta pelo Banco Mundial (rendimento de até US$ 5,5 por dia, ou R$ 406 por mês), a proporção de pessoas pobres no Amazonas era de 49,9% da população em 2016 e diminuiu para 47,9%, em 2017. Já o contingente de pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia (R$ 140 por mês), que estariam na extrema pobreza, ou miséria, de acordo com a linha proposta pelo Banco Mundial, representava 13,8% da população do Estado, em 2016, contra 14,4% em 2017.

Extrema pobreza, ou miséria, é o contingente de pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia (R$ 140 por mês) (Foto: Arlesson Siscú/Arquivo)

Ainda de acordo com o IBGE, em 2017, o rendimento médio mensal domiciliar per capita no País foi de R$ 1.192,00. As informações foram extraídas a partir dos dados da PNAD contínua do IBGE e de outras fontes.

O rendimento médio das pessoas que trabalham teve uma queda de 4% na comparação de 2012 com 2017. No Amazonas, em 2012, o rendimento médio era de R$ 1.897,00; já em 2017, esse rendimento caiu para R$ 1.810,00. Os homens tiveram perda média de 1%, já as mulheres perderam 11,9% no período.

A SIS 2018 mostrou que 28,8% da população do Amazonas vivia em domicílios com ao menos uma das quatro inadequações analisadas. O adensamento excessivo (domicílio com mais de três moradores por dormitório) foi a inadequação domiciliar que atingiu o maior número de pessoas: 18,1% da população do Estado em 2017.

Em Manaus haviam 482 mil pessoas com ocorrência de inadequação de moradias, o que corresponde a 22,6%. E o adensamento também foi a maior causa (16,3%).

Educação

Segundo o IBGE, em 2016, 11,7% das crianças de 0 a 3 anos de idade frequentavam escola no Estado. Já em 2017, esse percentual caiu para 10,3%. Para as pessoas com mais de 24 anos de idade, a taxa de frequência escolar reduziu de 7,3% para 6,6% de 2016 para 2017.

O Amazonas sofreu o aumento no índice Gini, o que reflete o crescimento da desigualdade; passando de 0,572 para 0,604 de 2016 para 2017. A capital também viu crescer a sua desigualdade, passando de 0,558 para 0,607 no mesmo período.

O índice de Gini é uma medida numérica que representa o afastamento de uma dada distribuição de renda (Curva de Lorenz) da linha de perfeita igualdade, variando de ‘0’ (situação onde não há desigualdade) a ‘1’ (desigualdade máxima, ou seja, toda a renda apropriada por um único indivíduo.