Internações devido à leucemia crescem 12%, em 2017, no Amazonas, diz Datasus

Em 2016, 162 internações foram registradas nos primeiros quatro meses do ano, no Estado. No mesmo período deste ano, as entradas hospitalares subiram para 182, com cinco mortes

Gisele Rodrigues / redacao@diarioam.com.br

Em todo ano passado, 547 internações foram notificadas, em 22 municípios do Amazonas, segundo o MS (Foto: Agência Brasil)
Em todo ano passado, 547 internações foram notificadas, em 22 municípios do Amazonas, segundo o MS (Foto: Agência Brasil)

Manaus – C Em 2016, 162 internações foram registradas nos primeiros quatro meses do ano. No mesmo período deste ano, as entradas hospitalares subiram para 182, com cinco mortes. Segundo a chefe do departamento de atendimento ao paciente da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), a médica hematologista pediátrica, Socorro Sampaio, com um diagnóstico precoce as chances de curam aumentam em 20%.

Em todo ano passado, 36 pessoas morreram vítimas da doença e 547 internações foram notificadas, segundo o MS, em 22 municípios do Amazonas.

Em comparação com o primeiro quadrimestre deste ano, o número de mortes teve uma significativa redução, de 64%. Em 2016, segundo dados do Datasus, 14 pessoas morreram vítimas do câncer no sangue.

Conforme a chefe do departamento de atendimento ao paciente da Hemoam, a leucemia é uma doença que afeta a medula óssea, onde se produz as células do sangue. “Hoje, com essa separação dos grupos de risco e um diagnóstico precoce a gente consegue aumentar a chance de cura em cerca de 20%, tem mais chances de cura porque a doença não progride. Antigamente só tinha dois grupos de risco, hoje nós temos cinco grupos”, avaliou.

Ainda conforme a médica, a divisão permite tratar cada grupo com um medicamento especial e acompanhar a evolução da cura da leucemia em pacientes adultos e infantis.

Entre os principais sintomas, a médica elenca a anemia, sangramentos e inchaço no abdômen como sendo os primeiros sinais da doença. “Esse paciente vai apresentar anemia. Vai apresentar sangramentos que vão desde uma simples equimose, que são aquelas manchas roxas, até sangramentos nasais, pela gengiva. Se for em período menstrual, pode aumentar o fluxo de sangue”, afirmou a médica.

O aumento do abdômen ocorre, de acordo com Sampaio, em decorrência à infiltração da doença em órgãos como o baço e fígado, o que proporciona um inchaço na região.

Após a cura, Sampaio destaca que o paciente precisa ser acompanhado por dez anos. Existe a chance que, neste período, a doença retorne em outros órgãos. Isso ocorre, conforme a especialista, porque a quimioterapia não consegue passar do sangue para outras partes do corpo, como os testículos e o sistema nervoso central.

Em alguns tipos de leucemias, segundo a médica, a evolução da doença tende a ser mais agressiva. Em abril deste ano, após uma campanha de doação de sangue que movimentou as redes sociais, Pedro Paulo de Souza Filho, de 7 anos, não resistiu à leucemia e morreu no dia 17 do mesmo mês, três meses após o diagnóstico. Na época, segundo o pai da criança, Pedro de Souza, Pedrinho vinha fazendo, há quatro dias, um tratamento com plaquetas de plasma, mas não resistiu e morreu.