Ipaam pede análise de água após vazamento de óleo no Rio Negro

Segundo documento do instituto, o pedido busca esclarecimentos se houve ou não contaminação da água captada do rio, na área do Programa Águas para Manaus (Proama)

Bruno Mazieri / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) solicitou, junto à Manaus Ambiental, informações sobre as análises da água afetada pelo vazamento de óleo diesel, após uma embarcação da empresa JF de Oliveira Navegações Ltda., pertencente ao Grupo Chibatão, ter naufragado, no dia 27 de agosto deste, no Porto da Ceasa, bairro Mauazinho, zona leste da cidade. Segundo o órgão estadual, a documentação servirá de base para que seja finalizado o relatório de impacto ambiental e, com isso, uma multa seja aplicada à empresa.

Mancha de óleo atingiu as margens do Rio Negro (Foto: Alan Geissler/Reprodução Record News Manaus)

O ofício foi encaminhado para a concessionária a pedido do presidente em exercício e diretor do setor jurídico do Ipaam, Fábio Marques. Ainda de acordo com órgão, o documento solicita análises da água afetada, no período de dia 27 de agosto até a última terça-feira (11), e busca esclarecimentos se houve ou não contaminação da água captada do Rio Negro, na área do Programa Águas para Manaus (Proama), na zona leste, divisa com a zona sul da cidade.

O Ipaam também aguarda um relatório da empresa JF de Oliveira Navegações Ltda., responsável pela embarcação, sobre a notificação para que ela realizasse atendimento médico, social e econômico às famílias atingidas pelo produto. Porém, a empresa informou, no início da tarde de ontem, que não havia sido notificada pelo órgão estadual até o presente momento e segue funcionando normalmente.

A reportagem da REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) entrou em contato com a Manaus Ambiental, que informou ainda não ter recebido o ofício para prestar as informações solicitadas pelo Ipaam. Além disso, a concessionária descartou, na última semana, qualquer tipo de contaminação da água.

Entenda o caso

No dia 27 de agosto, uma embarcação de responsabilidade da empresa JF de Oliveira, pertencente ao Grupo Chibatão, ancorada no Porto da Ceasa, naufragou e provocou um vazamento de óleo diesel, no Rio Negro. O produto é utilizado em motores marítimos e deveria ser descartado de forma segura.

Após dois dias do vazamento, o Ipaam afirmou ter embargado o porto por descumprir normas técnicas de segurança de acidentes com produtos perigosos e não ter feito a contenção necessária do óleo diesel.

Na semana passada, a doutora em Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Tereza Cristina, afirmou que o óleo que vazou no rio pode causar a escassez e contaminação de peixes e orientou que a população local evite o consumo do pescado e não tenha contato com a água nas próximas semanas.