Julgamento de acusado de envolvimento em mortes no Compaj é adiado

Segundo a juíza que assinou a decisão, a defesa argumenta que o réu 'não teve acesso ao áudio da testemunha aludida em momento adequado para a produção de sua defesa em plenário'

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O julgamento de Gelson Lima Carnaúba que seria realizado nesta sexta-feira (18) foi adiado pela 2ª Vara do Tribunal do Tribunal do Tribunal do Júri para agosto. Carnaúba e outros dois réus são acusados de envolvimento nas mortes de 12 detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), durante rebelião ocorrida em maio de 2002, que também terminou com oito feridos.

Carnaúba e outros dois réus são acusados de envolvimento nas mortes de 12 detentos do Compaj, durante rebelião ocorrida em maio de 2002, que também terminou com oito feridos (Foto: Divulgação)

Na decisão que adia o julgamento, a juíza de Direito Ana Paula Medeiros Braga afirma que o julgamento foi adiado para o dia dia 31 de agosto deste ano. Consta na decisão que a defesa de Carnaúba pediu a “reconsideração da decisão que determinou a exibição em plenário do depoimento” de uma testemunha, e “caso tal pedido não fosse acolhido pelo Juízo, o adiamento da sessão de julgamento”.

Segundo a juíza, a defesa argumenta que o réu “não teve acesso ao áudio da testemunha aludida em momento adequado para a produção de sua defesa em plenário”.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Gelson Lima Carnaúba, Marcos Paulo Cruz e Francisco Álvaro Pereira Já foram condenados, no dia 8 de abril de 2011, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou o pedido da defesa dos réus e determinou a realização de uma nova sessão de julgamento popular.

O TJ afirma que no primeiro júri, Carnaúba foi condenado a 120 anos de prisão; Marcos Paulo Cruz foi condenado a 132 anos de reclusão, enquanto o réu Francisco Alvaro Pereira foi condenado a 120 anos.

O interrogatório de Carnaúba está preso no Presídio Federal em Catanduvas, interior do Paraná. Marcos Paulo Cruz está preso Manaus e Francisco Álvaro Pereira está preso em Mossoró (RN).