Em Manaus, grupo se reúne para discutir alteração da PEC licença-maternidade

De acordo com uma das organizadores do ato, Alessandrine Santos, a intenção é discutir o assunto e incluir Manaus na agenda nacional

Sofia Lorrane/redacao@diarioam.com.br

 

Manaus – Um grupo de pessoas se reuniu para uma roda de conversa sobre o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 181 de 2015, no Largo De São Sebastião, localizado na Rua 10 de julho, no Centro de Manaus, na tarde desta segunda-feira (13), por volta das 18h. O ato foi marcado por meio de um evento no Facebook.

Segundo a coordenadora do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, Florismar Ferreira, 54, a PEC quer retirar um direito que as mulheres conquistaram no passado (Foto: Sofia Lorrane)

A PEC prevê a ampliação da licença maternidade em casos de parto prematuro, porém foi feita uma alteração nos artigos 1º e 5º da constituição, proibindo o aborto, mesmo nos casos de gestação resultante de estupro.

De acordo com uma das organizadores do ato, Alessandrine Santos, 25, a intenção é discutir o assunto e incluir Manaus na agenda nacional. “Esse ato está acontecendo em todo o Brasil. Aqui a gente vai fazer um diálogo político sobre a PEC, pois o país está passando por um momento muito delicado e querem tirar os diretos que as mulheres já conquistaram há tempos. Quando a gente não sabe do que se está falando nós não sabemos como reagir, então precisamos esclarecer como essa PEC vai prejudicar a vida das mulheres”, disse.

Segundo a coordenadora do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, Florismar Ferreira, 54, a PEC quer retirar um direito que as mulheres conquistaram no passado. “Imagine uma menina de 13 anos ser estuprada e ser obrigada a segurar um feto do estuprador. Isso é uma questão de políticas públicas, eu não sou obrigada a criar um feto que eu não tenho nenhum vínculo. Isso é querer matar as mulheres cada vez mais”, explicou.

Juci Silva, 56, que participa do Movimento de Mulheres em Luta (MML) relata que é essencial o debate. “Na calada da noite 18 deputados se reuniram para decidir que vai ser proibido o aborto, começando da concepção e isso é um retrocesso. Não podemos aceitar isso de homens machistas que não sabem como existem muitas mulheres sofremos agressões e estupros todos os dias. A gente precisa discutir isso”, comentou.



SIGA-NOS NAS NOSSAS REDES