Médicos do AM pedem reposição de materiais para atendimento da população

De acordo com o representante das empresas médicas que prestam serviço à saúde pública estadual, José Francisco dos Santos, está faltando materiais básicos como esparadrapo, por exemplo

Édria Caroline / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Mesmo com o acordo inicial firmado com o governo do Estado em relação aos salários atrasados, os médicos que prestam serviços à rede pública de saúde estadual, afirmam que precisam que os insumos sejam repostos nos hospitais com a maior agilidade possível, já que sem os materiais necessários o profissional não consegue sequer trabalhar, ou seja, atender as demandas que chegam nas unidades de saúde.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (11), no estacionamento do Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, na zona centro sul da capital, o representante das empresas médicas que prestam serviço à saúde pública do Estado, José Francisco dos Santos, relata que os insumos continuam precários, inclusive com a falta de materiais básicos como esparadrapo, por exemplo.

José Francisco dos Santos, representante das empresas médicas que prestam serviço à saúde pública estadual, durante coletiva, nesta segunda-feira (11) (Foto: Raquel Miranda)

“Continuamos sem condições mínimas de atendimento e, principalmente, o número de medicações que faltam é muito grande. A nossa briga não é só por salários, o mais importante é o abastecimento das unidades serem mantidos e as condições de trabalho serem reorganizadas para que possamos ter condições de atender a população com dignidade”, disse José Francisco.

Ainda durante a coletiva, o representante falou das propostas feitas pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam). “A gestão que se encontra no poder se comprometeu de assumir os débitos das gestões anteriores para o pagamento dos médicos e cumprirem, mensalmente, seus compromissos correntes do ano e, principalmente, se comprometeram em um espaço de tempo menor possível, resolver as condições de trabalho e o abastecimento das unidades de saúde do Estado”, afirmou.

O prazo que o governo teria pedido seria de, inicialmente, 15 dias para começar a resolver o problema das precárias condições de trabalho dentro das unidades de saúde. O representante da categoria comentou, ainda, que as mobilizações devem continuar agora no intuito de manter informando os órgãos de controle de fiscalização do Estado, em especial a Secretaria de Saúde.

Na tarde desta segunda, os representantes da categoria terão uma nova reunião com o secretário de Saúde e vice-governador, Carlos Alberto Almeida Filho.