Parque Sumaúma deve se tornar referência para lazer e educação ambiental

Criado em 2003, o Parque Sumaúma possui uma área de 51 hectares e abriga espécies em risco como o sauim-de-coleira, animal símbolo de Manaus

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O projeto do novo governo estadual é transformar o Parque Sumaúma em um espaço a céu aberto para educação ambiental e, também, em uma grande área de lazer para a zona norte, segundo informou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) neste sábado (12). Localizado na zona norte de Manaus, o parque é a única Unidade de Conservação (UC) estadual em área urbana na capital e será um dos principais focos de trabalho da secretaria. Criado em 2003, o Parque Sumaúma possui uma área de 51 hectares e abriga espécies em risco como o sauim-de-coleira, animal símbolo de Manaus.

Equipe da Sema esteve no Parque Sumaúma neste sábado (12) (Foto: Ricardo Oliveira/Sema)

Na manhã deste sábado (12), o secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, foi ao local para dar início ao projeto de revitalização do espaço e reconexão da floresta com a população. Acompanhado de representantes do Instituto Sumaúma e da equipe da deputada estadual eleita Joana D’Arc, o titular da Sema visitou as trilhas, a nascente do Igarapé Goiabinha e demais espaços do parque estadual.

“Temos de lembrar o papel que o meio ambiente tem para produzir uma série de serviços ambientais para a população do entorno. Infelizmente, pelos vários processos históricos, cidades como Manaus olham a floresta como se ela fosse um obstáculo para o crescimento, então temos problemas de invasão e crescimento desordenado, que impactam a qualidade de vida. A nossa ideia é transformar o Parque Sumaúma em um exemplo de convivência da conservação ambiental com a população de Manaus”, afirmou o secretário.

Fortalecimento

Taveira ressaltou ainda a importância de envolver a sociedade civil no projeto, destacando o trabalho do Instituto Sumaúma, que atua na UC desde a criação do parque. “É preciso também fortalecer a sociedade civil. O Instituto Sumaúma tem feito um trabalho incrível de militância para essa área e estará conosco neste projeto. Agora, além da conservação, queremos fazer com que a população viva o parque de uma maneira ativa, beneficiando a população da zona norte”, disse.

Para o presidente do Instituto Sumaúma, Augusto Leite, a proposta do Governo do Amazonas traz uma esperança para os protetores da unidade de conservação. “O parque sempre foi deixado de lado, e com o novo governo temos muita esperança de que novos ares possam soprar para o Parque Estadual Sumaúma. Esta é uma área importantíssima para a cidade de Manaus, tendo na própria cidade uma representação da floresta amazônica que pode ser usada para a educação ambiental. Esperamos poder dotar o parque de uma infraestrutura adequada para receber visitantes”, salientou.