Pescadores alegam prejuízos após vazamento de óleo no Rio Negro

De acordo com o diretor do Ipaam, o órgão está trabalhando juntamente com a Manaus Ambiental na contenção do óleo e exigiu que o Porto Chibatão começasse a retirada do produto imediatamente

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Desde que o naufrágio de uma embarcação, no Porto Chibatão, bairro Colônia Oliveira Machado, zona sul da cidade, derramou óleo diesel no Rio Negro, na segunda-feira (27), pescadores que tem como base o Porto da Ceasa estão impossibilitados de trabalhar, alegam prejuízos e se preocupam com o impacto que o acidente possa causar ao meio ambiente.

Segundo o pescador Mário Gilson, é “terrível” ver a mancha de óleo que se encontra no local. “É algo terrível ver essa mancha do produto no rio e as nossas embarcações que estavam limpas, estão todas manchadas. Fora os outros impactos que aconteceram”, salientou ele.

O também pescador Gilson Costa afirmou que por conta do óleo os peixes não ‘boiam’, o que dificulta o trabalho da pesca. “Por conta desse produto, os peixes acabam não boiando. Fizemos despesas e, assim como eu, outros pescadores também estão parados no Porto da Ceasa”, revelou.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) embargou, na quarta-feira (29), as atividades no Porto Chibatão e, segundo Marcelo Dutra, diretor do órgão, foi pedida a retirada imediata do óleo diesel, que atinge cerca de cinco quilômetros do Rio Negro. “Embargamos para que não houvesse nenhum tipo de contribuição para maiores danos ao meio ambiente”, ressaltou Dutra.

Ele adiantou que foram colocadas equipes periciais até as proximidades do Programa Águas para Manaus (Proama), no Distrito Industrial, para que a área não fosse contaminada. “Estamos preocupados em fazer uma análise rotineira, em períodos curtos, e contamos com a colaboração da Manaus Ambiental. Começamos a exigir da empresa (Grupo Chibatão) a retirada do óleo imediatamente. Eles estão usando equipamentos de limpeza e acreditamos que até a semana que vem todo o resíduo tenha sido retirado do local”, disse o diretor do Ipaam.

Ações

Em nota emitida, nesta quinta-feira (30), a Manaus Ambienta informou que “intensificou o controle de qualidade da água no Complexo Ponta das Lajes e Estação de Tratamento de Água Mauazinho”. Além disso, destacou que “as medidas foram tomadas logo após o conhecimento do vazamento do óleo, que ocorreu a cinco quilômetros da margem do rio Negro”, quando aconteceu o naufrágio da embarcação.

Até o momento, de acordo com a concessionária, “não foi constatada nenhuma alteração nos padrões de potabilidade da água tratada pelas duas unidades”.

Já o Porto Chibatão informou, também em nota, que a direção da empresa J.F. de Oliveira, localizada na Ceasa, que “as suas atividades e esforços estão sendo concentrados nas tratativas do incidente ocorrido, nesta semana”. Ainda de conforme a nota do Porto Chibatão, a empresa tem uma equipe ambiental treinada e equipada “que está atuando de forma incessante no tratamento e recolhimento dos resíduos do acidente”.