PMs do Amazonas fazem protesto e anunciam greve para próxima quinta-feira

O anúncio foi feito após uma hora de protesto que congestionou o trânsito na avenida Torquato Tapajós no final da tarde desta segunda-feira (12)

Jucélio Paiva / redacao@diarioam.com.br

Manaus- Policiais militares confirmaram a greve geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), para às 7h desta quinta-feira (15). O anúncio foi feito após uma hora de paralisação de advertência que congestionou o trânsito na avenida Torquato Tapajós, na zona centro-sul de Manaus, no final da tarde desta segunda-feira (12), conforme informações do presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa.

Com faixas e cartazes, cerca de 1,8 mil policiais militares fecharam a Avenida Torquato Tapajós durante o protesto. O ato, segundo Gerson Feitosa, ocorreu após uma assembleia geral na Associação dos Cabos e Soldados (ACS) da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, em Flores, na zona centro-sul, como alerta para a greve geral da categoria, anunciada para quinta-feira.

Além disso, está marcada para às 10h da manhã desta terça-feira (13), uma reunião entre diretores da Apeam, na sede da associação, localizada no bairro Parque das Laranjeiras, também na zona centro-sul, para definir a logística durante a greve. Ao todo, 6 mil policiais militares, entre soldados, cabos, sargentos e subtenentes, devem aderir ao movimento grevista, conforme informações do presidente da Apeam, Gerson Feitosa.

Sem acordo com o Governo do Amazonas, os policiais prometem ir para frente das Companhias Interativas Comunitárias de Polícia (Cicom’s), e quartéis da capital, onde de lá, ficarão na frente das unidades com a ajuda de familiares. “Amanhã é a reunião para ver a logística, questão de água e alimentação, carros, movimentação de pessoas. Já temos equipes montada, e a partir das 4h da manhã de quinta-feira, já vamos começar a concentração na frente dos quartéis”, disse.

Os policiais exigem a suspensão do parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que impede a promoção de militares por tempo de serviço (Lei Estadual 4.044/2014), pagamento de salários atrasados, pagamento imediato da data base, além de fardamento e coletes balísticos.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou, em nota, que os servidores cumprem a escala de serviço nesta segunda-feira (12) e que a troca de turnos ocorreu dentro da normalidade. De acordo com a SSP, o governo está buscando repor as perdas salariais acumuladas e o planejamento inclui a reposição da data-base que os policiais militares estão sem receber desde 2015.