‘Barba Feita’: quadrilha é presa por desviar peças de uma fábrica no Distrito Industrial

A organização criminosa desviava produtos da linha de produção de uma fábrica de dispensers e aparelhos de barbear. De acordo com a polícia, a quadrilha atuava há quase três meses

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Lucas Moraes da Costa, 23, Cleberson de Castro Cavalcante, 29, Said Fernandes de Lima, 47, e José Ivaldo Lago Soares, 58, foram presos, na tarde de terça-feira (13), em cumprimento a mandado de prisão temporária, durante a operação ‘Barba Feita’, que investigava uma organização criminosa especializada em desviar peças de uma fábrica. Eles eram funcionários terceirizados de uma empresa do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Envolvidos eram funcionários terceirizados de uma empresa do Polo Industrial de Manaus (PIM). (Foto: Raquel Miranda/RDC)

A organização criminosa desviava produtos da linha de produção de uma fábrica de dispensers e aparelhos de barbear, no Distrito Industrial 1, zona sul de Manaus. Segundo o delegado do 7º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Fernando Bezerra, a operação seria um desdobramento que começou a partir da apreensão de dispensers, que foram encontrados com outro funcionário da mesma empresa.

“A partir dessa apreensão, nós desenrolamos diligências no sentido de identificar o motivo desse material não ter comprovação de saída da empresa. Nós conseguimos identificar quatro elementos que são funcionários de uma empresa terceirizada da fábrica. Esses funcionários criaram um refinado esquema de desvios desses produtos, com a finalidade de revenda no mercado informal”, explicou o Bezerra.

A organização criminosa desviava produtos da linha de produção de uma fábrica de dispensers e aparelhos de barbear, no Distrito Industrial 1. (Foto: Raquel Miranda/RDC)

O delegado afirmou que os produtos eram desviados, por meio de um esquema organizado, no qual, em cada setor da fábrica, havia uma pessoa responsável por subtrair as peças do aparelho de barbear, até que eles pudessem montar clandestinamente em outro local.

“A partir dessa montagem, eles reinseriam os produtos de maneira informal e clandestina no mercado. Apesar de os materiais serem originais da fábrica, eles não passavam pelo controle de qualidade. Isso gera danos à população que tem acesso a um material que não tem controle de qualidade, e à própria empresa, pois ela está sendo lesada patrimonialmente”, disse o titular do 7º DIP.

O delegado Fernando Bezerra afirmou, ainda, que a organização criminosa atuava há quase três meses. Os envolvidos irão responder por associação criminosa, furto qualificado e delitos contra a propriedade industrial e marca.