Cabo do Exército é assassinado com tiro na cabeça em abordagem policial, diz família

Segundo a mãe de João Kennedy Ribeiro Evangelista, Andrea Ribeiro, a vítima estava de carona, em uma moto, retornando de um aniversário e não usava capacete

Gisele Rodrigues/ redacao@diarioam.com.br

A mãe da vítima, Andrea Ribeiro, afirma que o tiro na cabeça foi proposital (Foto: Reprodução/Raquel Miranda)

Manaus – Na madrugada desta segunda-feira (11), o cabo do Exército João Kennedy Ribeiro Evangelista, 21, foi morto, segundo os familiares, por um policial militar, não identificado, no bairro Tancredo Neves, na zona leste de Manaus. Conforme a mãe da vítima, Andrea Ribeiro, o filho estava de carona, em uma moto, retornando de um aniversário e não usava capacete no momento da abordagem.

A mãe da vítima pede justiça e afirma que o tiro na cabeça foi proposital.

“Eles fizeram isso de propósito, mataram porque quiseram. Não custava nada atirar na perna do meu filho”, desabafa.

O homicídio, segundo testemunhas, ocorreu na Rua dos Granitos, Nova Floresta. De acordo com Andrea, um colega de trabalho ia levar o filho de volta para casa, mas, após a festa, um amigo do aniversariante foi quem levou o cabo. Andrea informa que não sabe o motivo da fuga, mas desconfia que foi a falta de uso do capacete.

Ao ser questionada se o condutor da moto, que não teve o nome revelado, tinha problemas com a polícia, Andrea disse que não teve oportunidade de conversar o motociclista.

Segundo o primo da vítima, Rafael Ribeiro da Silva, o condutor informou que os dois foram fechados pela viatura da polícia e, segundo o relato dele, a fuga do local ocorreu por medo de morrer.

“Era um menino muito bom, estava estudando para ser sargento. Muito novo e com um futuro promissor”, lamenta.

Segundo moradores da área onde ocorreu o crime, o policial, que ainda não teve o nome divulgado, é conhecido da região como uma pessoa ‘ranzinza’.

Andrea diz que deseja que o caso seja investigado.

“Não quero que o meu filho seja mais um na estatística. Está virando moda em Manaus, isso só aconteceu porque ele é filho de pobre. Eu quero justiça”, desabafa.

De acordo com informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o condutor da moto, identificado como Fabrício, informou, em depoimento, que recebeu a ordem de não parar foi dada pelo cabo. Conforme a o delegado da DEHS, Juan Valério, o caso já está sendo investigado.

A reportagem aguarda uma nota da Polícia Militar (PM) sobre o assunto.



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