Casal procurado por desvio na Unimed recebeu R$ 1,5 milhão em esquema

Polícia segue procurando por outros quatro envolvidos no esquema

Gisele Rodrigues / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Um casal, que já estava sendo procurado pela polícia, acusado de envolvimento em um esquema que desviou R$ 6 milhões da Unimed Manaus em um ano e meio de atuação criminosa, foi preso nesta terça-feira. A ex-supervisora financeira da cooperativa médica Marineide do Vale Maia, 33, e Renildo da Cruz Teixeira, 37, receberam R$ 1,5 milhão da operação criminosa, segundo a polícia.

Foram presos a ex-supervisora financeira e o marido dela (Foto: Raquel Miranda)

Marineide e o marido foram capturadas por volta das 18h de ontem (10), na casa dos pais de Renildo, na Rua Jorge Marques, núcleo 16, da Cidade Nova, zona norte.

A polícia ainda não conseguiu identificar onde foi aplicado o R$ 1,5 milhão do casal preso nesta terça, mas adiantou que a casa onde Marineide morava, na Cidade Nova foi completamente reformada e decorada. “No caso de Flávio, por exemplo, ele morava em uma quitinete no Dom Pedro e comprou um apartamento de luxo na Ponta Negra”, afirmou o delegado do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Rafael Guevara.

No início deste mês, a polícia prendeu a atendente Silvia Borges Nogueira, 35, demitida depois de ser apontada pelo desvio de cerca de R$ 30 mil das mensalidades dos clientes, pagas em dinheiro, na unidade da Unimed na Avenida Constantino Nery.

Depois da prisão delas, a polícia começou a procurar seis integrantes do esquema, sendo três ex-funcionários e seus companheiros, incluindo o gerente financeiro da cooperativa médica, Flávio Lavareda Leão Filho, 33. Silvia já foi solta pela Justiça.

Quatro suspeitos continuam foragidos e já entraram com pedido de revogação da prisão na Justiça, segundo Guevara. Para o delegado Rafael Guevara, o pedido de revogação significa que os suspeitos ainda estão na capital.

“A gente acredita que estão na cidade, que não fugiram, porque todos estão com advogados constituídos com procuração e solicitaram revogação da prisão”, disse o delegado.

Como funcionava o esquema

O trio de funcionários da diretoria financeira fazia repasses para 47 empresas fantasmas há um ano e meio, segundo Guevara. O valor era repassado para o nome dos companheiros.

A Unimed identificou, por meio de uma auditoria, a participação dos ex-funcionários no esquema e comunicou à Polícia, segundo o delegado responsável pelo caso.

“Quando tínhamos os mandados de prisão e fomos executar, eles não estavam, sabiam que estavam sendo investigados”, disse o delegado.

Os funcionários envolvidos no esquema foram demitidos pela cooperativa médica há quatro meses. A investigação policial durou 90 dias.

Gerente é peça-chave na investigação

O principal procurado do esquema também está foragido. O ex-gerente financeiro da cooperativa médica, Flávio Lavareda Leão Filho, 33, pode entregar outras pessoas envolvidas no esquema e é peça-chave na investigação, de acordo com o delegado.

A polícia também procura o companheiro de Flávio, Alexandre Holanda do Nascimento, 37, e o analista financeiro Diego da Silva Martins, 31, com sua mulher, Rita Cássia Bentes Martins, 37.



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