Delegacia alerta sobre o crime de clonagem de cartão, em Manaus

Segundo o delegado Eduardo Paixão, titular da Decon, as mudanças nas formas de pagamento fizeram com que esse crime acontecesse com mais frequência nos últimos cinco anos

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A Delegacia Especializada em Crimes Contra Consumidor (Decon) registrou este ano um aumento seis vezes maior pela procura em registro de ocorrências. Um dos casos investigados pela unidade é o crime de clonagem de cartão, prática que, segundo a Polícia Civil (PC), vem ganhando força com o avanço da tecnologia e a mudança dos processos bancários que passaram a ser realizados eletronicamente por meio de smartphone ou notebook.

Delegado Eduardo Paixão, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra Consumidor, a Decon (Foto: Divulgação/SSP)

Segundo o delegado Eduardo Paixão, titular da especializada, as mudanças nas formas de pagamento fizeram com que esse crime acontecesse com mais frequência nos últimos cinco anos. “Principalmente em compras on-line, infelizmente é um crime muito recorrente em que qualquer pessoa pode se tornar vítima. E também demonstra que as pessoas estão deixando de trabalhar com cheque e pagamentos em dinheiro para utilizar o cartão e gerando mais incidências de casos”, afirmou.

Uma das práticas mais comuns adotadas pelos criminosos é o envio de mensagens não solicitadas, chamadas de spam, que contém vírus e podem acessar dados pessoais do computador ou celular remotamente. As empresas bancárias têm criado constantemente mecanismos de segurança para a defesa e proteção dos clientes, como as chaves de segurança solicitadas para liberar o acesso a conta e a dupla confirmação para que as transferências bancárias sejam feitas pela internet.

O delegado Eduardo Paixão explicou que a Decon é responsável apenas por investigar crimes em que empresas bancárias estão envolvidas e lesam o direito do consumidor, que ainda não recebeu reparação.

Nesses casos, antes de fazer o Boletim de Ocorrência na delegacia, a vítima deve entrar em contato com o banco e pedir a retirada de cobrança indevida da fatura e anotar o protocolo de atendimento da reclamação. Caso a reparação não aconteça deve acionar o Banco Central, que é agência reguladora responsável por obrigar a empresa a resolver pendências do cliente.

Se o problema ainda não for resolvido, a pessoa pode procurar a Decon para registro do B.O e, preferencialmente, em posse dos protocolos impressos para que a delegacia abra investigação. A reclamação deve ser registrada, também, no Procon para a resolução administrativa por meio de conciliação.

Manter atualizados os antivírus do celular e do computador ajuda a se proteger desse tipo de crime. Outra dica é não emprestar o aparelho com as senhas bancárias para desconhecidos, evitar realizar compras em sites não confiáveis, sempre fazer uma pesquisa prévia, manter contato com o gerente da sua agência bancária para conhecimento das atualizações feitas pelo banco de segurança da conta e cobrar ou preferir aquele banco que oferece maiores serviços de proteção.

Os consumidores vítimas de clonagem ou outros golpes em rede bancária podem denunciar as irregularidades pelos telefones (92) 99962-2731 e (92) 3214-2264. Denúncias também podem ser feitas pelo disque-denúncia 181 ou comparecer a especializada na rua Lima Bacuri, 504, Centro, anexo ao 24° DIP.