Estupro em maternidade é descartado por falta de provas, diz delegado

O inquérito tem mais de 100 páginas, com depoimentos de 12 pessoas, entre elas a vítima, o companheiro dela, a equipe médica que atuou no parto, a diretora da maternidade e a assistente social

Natasha Pinto/redacao@diarioam.com.br

Manaus – O delegado titular do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Demetrius Queiroz,  afirmou, na tarde deste sábado (12), que não houve nada que comprovasse a prática do crime de estupro de vulnerável na Maternidade Moura Tapajós, já que os técnicos de Enfermagem suspeitos são os mesmos que preparam a sala de cirurgia, colocaram a paciente no centro cirúrgico, pedem para o acompanhante entrar cumprindo a lei e que auxiliam a equipe médica todo o tempo.

O inquérito tem mais de 100 páginas, com depoimentos de 12 pessoas, entre elas a vítima, o companheiro dela, a equipe médica que atuou no parto, a diretora da maternidade e a assistente social.

“Não há como falar que os investigados eram estranhos, que entraram ao final da cirurgia para fazer a assepsia da paciente. Todos na sala sabiam quem era o pai, visto que o bebê foi entregue pelos pediatras para que ele o segurasse” afirma o delegado.

A investigação durou cerca de 25 dias e, segundo o delegado, foi pedido o exame de corpo de delito da vítima e foram tiradas fotos da sala para a demonstração do tamanho, luminosidade e se teria a possibilidade do companheiro da vítima não ter sido visto ou percebido pelo acusados, como alega.

“Com base nos depoimentos da equipe médica e pelas dimensões da sala de cirurgia, ficou ilógica tão afirmação, já que o papai do bebê afirma estar ao lado de sua companheira, assistindo o parto e ter segurado o bebê no colo”, completa. O resultado do exame ainda não foi divulgado.

O caso

O caso aconteceu no início da noite de 2 de julho, na Maternidade Moura Tapajós, onde o mototaxista Ismael Vitor Vasconcelos afirma ter visto dois rapazes, com jalecos verdes, tocando as partes íntimas da companheira dele. Os suspeitos negaram o crime.

 



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