Família de lutadora aponta suposto mandante do crime; corpo está sendo velado

Patrícia da Cunha Leite, 26, foi morta neste domingo (27), enquanto comemorava seu aniversário, no bairro Japiim, zona sul da capital

Filipe Távora / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Eduardo Alencar Navegante, 22, é apontado como o mandante do assassinato da lutadora de jiu-jítsu Patrícia da Cunha Leite, 26, de acordo com familiares que concederam entrevista à REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC), durante o velório da vítima, ocorrido na tarde desta segunda-feira (28), na Igreja Pentecostal, na Rua São Vicente, bairro São Lázaro, zona sul da capital.

Para os familiares, o assassinato ocorreu porque Patrícia levou à polícia a ex-namorada de Eduardo, que era amiga dela e que, segundo os familiares, teria sido agredida por ele. Conforme a irmã da vítima, de 22 anos, que teve o nome preservado, Patrícia também foi agredida fisicamente e ameaçada de morte por Eduardo, poucos dias antes de ser morta.

Velório da lutadora de jiu-jítsu Patrícia da Cunha Leite (Foto: Jimmy Geber)

De acordo com informações da mãe de Patrícia, de 52 anos, que também teve o nome preservado, Patrícia havia discutido com Eduardo, ainda em janeiro deste ano, devido as agressões físicas que o suspeito realizava contra a ex-namorada dele e amiga de Patrícia, Luciane Cardoso da Silva, de 19 anos.

Leia mais: Trio que invadiu aniversário de lutadora morta a tiros é preso com fuzil falso

Leia mais: Lutadora teria sido reconhecida por tatuagem; audiência de custódia dos suspeitos é nesta segunda

“Ele bateu muito nela, e além de agredir, mandou prendê-la”, disse a mãe da vítima, com relação as supostas agressões realizadas por Eduardo contra Luciane. Ainda segundo ela, a mãe de Luciane ligou para Patrícia, para pedir ajuda. “Minha filha foi na delegacia, levou ela no médico, comprou remédio. Só que, por isso, a Patrícia pegou uma discussão feia com ele”, contou.

A lutadora de jiu-jítsu Patrícia da Cunha Leite, assassinada, neste domingo (27), durante festa de aniversário (Foto: Reprodução/Facebook)

A mãe de Patrícia disse, também, que há algumas semanas, a lutadora de jiu-jítsu foi abordada por Eduardo, depois de sair da academia. O suspeito se aproximou da mulher em uma motocicleta, a chutou e disse: “Sua vagabunda, eu vou te matar”. Em resposta, Patrícia disse: “Eu que vou te matar”. “Mas ela achou que era brincadeira e foi embora para casa”, relatou a doméstica.

A mãe de Patrícia acredita que Eduardo descobriu a localização da festa de aniversário da filha, que ocorreu no bairro Japiim, zona sul de Manaus, por meio de posts que a lutadora publicou nas redes sociais.

Segundo uma das amigas de Patrícia que estavam presentes na festa, Mariane Walkíria, 22, a lutadora gritou quando os homens entraram na casa onde ocorria a celebração. “Eu fui uma das primeiras a ser agredida, porque estava próximo à porta de entrada”, contou. Mariane relatou ainda que foi jogada no chão e teve os cabelos puxados por um dos criminosos, quando tentava entregar o celular a ele. “Foi quando ele gritou: ‘Cadê a Patrícia? Ela não disse que ia passar pra matar a gente? A gente tá aqui’”, disse.

A partir daí, Mariane tentou convencer o agressor de que Patrícia não estava no local, mas o homem a atingiu com um chute na costela. Ao localizar Patrícia, ele desferiu os disparos contra a lutadora.

***Matéria atualizada às 18h26