Homem é preso suspeito de participar de triplo homicídio, no Armando Mendes

A morte das três pessoas, que supostamente eram integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram registradas em aparelhos celulares e compartilharas em redes sociais

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Hudson Araújo de Souza, 22, foi preso, na noite da última quinta-feira (29), próximo à um campo de futebol, no bairro Armando Mendes, zona leste de Manaus. Ele é apontado como participante do triplo homicídio de Joedson Maia Nóbrega, 21; Emily de Sousa Lima, 18 e Lorena Amaral de Souza, 18, e seria o último envolvido a ser preso.

O triplo homicídio aconteceu no dia 19 de outubro deste ano, no bairro Armando Mendes. Na ocasião, a morte das vítimas foi registrada em aparelhos celulares e compartilharas em redes sociais. A motivação do crime seria porque as mulheres eram integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e estavam “entregando” membros da facção rival, Família do Norte (FDN).

Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Orlando Amaral, Hudson é o último envolvido no crime que ainda estava solto. Ele foi preso por policiais militares, próximo a um campo de futebol, mas informou que pretendia se entregar à polícia.

“Esse era o último elemento que faltava para fechar essa caso em 100%. Já tinha informações de familiares de que ele pretendia se apresentar, mas a polícia militar o abordou no próprio bairro onde ele mora”, disse o delegado.

Segundo a Polícia Civil (PC), Hudson relatou, em depoimento, que, no dia do crime, teve a função de torturar as vítimas com chutes e socos, antes que elas fossem mortas pelo restante do grupo.

Hudson Araújo de Souza, 22, foi preso suspeito de participar de triplo homicídio (Foto: Sandro Pereira)

Prisões anteriores

Além de Hudson, estão envolvidos no crime Paulo Henrique Porfiro de Souza, 19 e Pablo Lima Freitas, 22, que foram presos, junto com um adolescente de 15, que foi apreendido, no dia 20 de outubro deste ano. Amaral afirmou que, em depoimento, todos os envolvidos confessaram que a motivação do crime seria porque as mulheres estavam entregando membros da facção rival.

“Elas estavam fotografando e passando para outra facção. Eles disseram, na época, que receberam ordens superiores para fazer isso. E foi verificado, realmente, que foi uma morte extremamente violenta, praticada, principalmente, pelo Pablo, que foi o primeiro a ser preso”, acrescentou Amaral.

Nas imagens gravadas e compartilhadas, mostram que as mulheres foram brutalmente assassinadas com 120 facadas. No local do crime, a polícia também achou o corpo de um homem que, segundo a polícia, não tinha envolvimento com facções, mas foi morto porque estava acompanhado da namorada, Lorena.

“As filmagens foram feitas para mostrrar poder. A ordem era que elas fossem mortas. O outro rapaz, que estava junto, morreu, segundo eles, porque estava junto com elas”, afirmou. Hudson foi indiciado por homicídio qualificado e será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM).