Juiz analisa pedido de prisão de mulher do ‘Zé Roberto da Compensa’

Segundo denúncia do MPE, Luciane Albuquerque de Lima teve participação no massacre que deixou 56 mortos no Compaj. Ela levou ordens de Zé Roberto para detentos da unidade

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O juiz de Direito Anésio Rocha Pinheiro, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, deve decidir se acata o pedido do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) pela prisão de Luciane Albuquerque de Lima, mulher de José Roberto Fernandes Barbosa, o ‘Zé Roberto da Compensa’, líder da facção criminosa Família Do Norte (FDN), que está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

‘Zé Roberto’ é apontado como líder da facção criminosa Família do Norte (FDN)(Foto: Arquivo/DA)

O pedido foi realizado, na última quinta-feira (30), pelo promotor de Justiça Edinaldo Medeiros do MPE-AM no processo que tramita em segredo de Justiça. Para o pedido de prisão da mulher, conforme o Ministério Público, o promotor argumentou que Luciane teve participação no massacre entre presos ocorrido no dia 1º de janeiro deste ano, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que deixou 56 mortos.

Conforme o MPE-AM, Luciane foi o elo entre Zé Roberto e os presidiários do Compaj, trazendo ordens de dentro do presídio federal para o Anísio Jobim. Para o Ministério Público, Luciane em liberdade pode interferir na ordem pública e na instrução criminal que é a fase em que as pessoas envolvidas no processo são ouvidas, como as testemunhas, réus e vítimas.

Denúncia

O MPE-AM denunciou 213 pessoas, no último dia 24 de novembro, à Justiça pelo massacre e tortura de 56 presos do Compaj, em Manaus, no dia 1º de janeiro deste ano. A barbárie incluiu decapitações e até um detento que foi obrigado a comer olhos humanos.

A investigação confirmou que as mortes aconteceram a partir da ordem de líderes da FDN detidos em penitenciárias federais e mirava integrantes da facção criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC). O MPE pede que cada um dos acusados seja condenado a penas máximas que ultrapassam os 2,2 mil anos.



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