Líderes da FDN faziam contabilidade da facção em condomínio ao lado de delegacia

Nesta terça-feira, cúpula foi presa em uma fazenda próximo a Rio Preto da Eva

Gisele Rodrigues

Manaus – Os quatro líderes da Família do Norte (FDN), que comandavam a facção do lado de fora dos presídios, realizavam a contabilidade do tráfico em um condomínio de luxo, ao lado da 23º Distrito de Polícia Integrada (DIP). O delegado da unidade Cícero Túlio, disse ao portal D24AM que precisou infiltrar um policial dentro do condomínio para conseguir chegar à prisão dos suspeitos, que ocorreu nesta manhã (10), na fazenda JH, no quilômetro 60 da rodovia AM-010.

(Foto: Reprodução)

Conforme o delegado, foram presos Josué Moraes de Almeida, Alan Sérgio Martins Batista (Índio) e Edson Benedito da Silva (Velho) e Messias Rocha de Raújo. Os quatro comandavam a facção do lado de fora da cadeia.

A operação foi iniciada há 20 dias, após o 23º DIP tomar conhecimento das reuniões ocorridas no Condomínio Aqua no bairro do Parque Dez de Novembro.

“Eles estavam em liberdade e comandando do lado de fora a FDN. Tivemos conhecimento que eles estavam fazendo reuniões e a contabilidade da FDN em um apartamento de luxo, ao lado da delegacia. Agentes infiltrados no condomínio descobriram que eles iam para essa fazenda”, disse o delegado.

Apartamento bem decorado

O apartamento de três quartos, bem decorado , era o local de trabalho da facção. “Ninguém morava lá, só faziam as reuniões”, informou o delegado.

Na fazenda, foi apreendida pela polícia uma pistola ponto 40 de propriedade da Polícia Militar (PM), uma arma calibre 380, um revólver de calibre 38 e dois rifles.

Os líderes da FDN Josué e Alan, de acordo com o delegado, têm mandados de prisão em aberto e estavam sendo procurados, desde janeiro, pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) Secretaria-Executiva-Adjunta de Inteligência(Seai), Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

Operação Resposta

A operação ‘Resposta’, segundo o delegado, faz referência ao episódio que vitimou o delegado Péricles do Nascimento, no último domingo (8), durante uma operação no Parque São Pedro, onde o delegado foi atingido com um tiro na boca. “O nome foi para satirizar o crime organizado”, afirmou Cícero.

* Colaborou Carla Albuquerque



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