Menina denuncia padrasto por estupro e afirma que mãe é conivente, em Manaus

A mulher saía às 4h30 e só retornava às 16h. Conforme a denúncia recebida pela conselheira, o padrasto aproveitava esse período para abusar da menina

Da redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Uma menina, de 9 anos, denunciou, nesta sexta-feira (7), que é abusada sexualmente pelo padrasto. A garota pediu ajuda da professora, na escola particular onde estuda, na zona leste de Manaus, após dizer que a mãe dela era conivente com o crime. A denúncia foi recebida pelo Conselho Tutelar da Zona Leste de Manaus e a Polícia Civil deve investigar o caso e o homem pode responder por estupro de vulnerável.

De acordo com a conselheira tutelar Iolene Oliveira, que atendeu a denúncia, a menina mora no bairro Ouro Verde, zona leste, com o padrasto, de nome não divulgado, e um irmão, um bebê de 1 ano que é filho do homem. Os três passavam o dia juntos na casa enquanto a mãe da menina saía para trabalhar. A mulher saía às 4h30 e só retornava às 16h. Conforme a denúncia recebida pela conselheira, o padrasto aproveitava esse período para abusar da menina.

Menina foi atendida por Conselho Tutelar da Zona Leste de Manaus (Foto: Divulgação/Iolene Oliveira)

A garota disse, à equipe do Conselho Tutelar, que denunciou a situação para a mãe, mas a mulher nunca levou o caso à polícia. “Tudo indica que a genitora sabia dos abusos e atos libidinosos cometidos pelo padrasto da criança. A mãe nunca denunciou ou procurou ajuda”, afirmou Iolene.

Segundo a conselheira tutelar, a menina contou tudo a uma professora, nesta sexta-feira (7), último dia de aula da garota este ano. “Ela estava muito triste. A professora perguntou (o motivo) e ela contou que estava sendo vítima de violência sexual”, detalhou Iolene.

A conselheira tutelar acrescentou que foi acionada pela equipe da escola que também acionou a Polícia Militar. “Fizemos todos os procedimentos e o inquérito foi gerado. O padrasto vai responder juridicamente”, disse.

Iolene afirmou que levou o caso à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), na zona oeste da capital. Segundo a conselheira, a menina está sob os cuidados de uma madrinha e foi submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), na zona norte.

Até a tarde deste sábado (8), segundo a conselheira tutelar, o resultado do exame de corpo de delito ainda não havia sido emitido pelo IML. O caso segue sob investigação da Depca e o padrasto da menina pode responder por estupro de vulnerável.