Mulher é encontrada com mãos amarradas, saco na cabeça e marcas de tortura

Segundo os policiais da 28ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) que atenderam a ocorrência, o crime ocorreu por volta das 3h, desta terça-feira (12)

Barbara Mitoso / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O corpo de uma mulher, ainda não identificada, foi encontrado, na manhã desta terça-feira (12), no Ramal do Monte Horebe (antigo Ramal do Gaúcho), no bairro Puraquequara, zona leste da capital. Moradores da região estavam passando pelo local para ir trabalhar, quando viram a mulher em uma região de mata e acionaram a polícia, por meio do 190, por volta das 7h.

Segundo a perícia, o corpo da vítima estava com sinais de tortura, com um saco na cabeça, as mãos amarradas para trás e ferimentos. Ela estava trajando uma bermuda florida e uma blusa preta. Ainda de acordo com a perícia, a morte foi na madrugada e o corpo foi arrastado até a área de mata.

O corpo foi encontrado no Ramal do Monte Horebe (antigo Ramal do Gaúcho), no bairro Puraquequara, zona leste da capital (Foto: Cristiano Ximenes)

Segundo os policiais da 28ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que atenderam a ocorrência, o crime ocorreu por volta das 3h. O tenente Welton Michel, responsável pela área, afirmou, em entrevista ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), que a área é conhecida pela movimentação do tráfico de drogas. “É possível que o motivo do crime tenha sido por ela ter falado ou visto algo”, disse ele.

Insegurança

Moradores da área se sentem inseguros. “Passamos cedo no ramal, a pé, com as crianças e não tem segurança. Não foi a primeira vez que um corpo foi encontrado aqui. Da outra vez, um carro também foi abandonado. Então, queremos uma providência”, desabafou um morador que preferiu não ser identificado.

Segundo o delegado Daniel Leão, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o corpo possui características de homicídios, pois a vítima estava com um fio elétrico em volta do pescoço. A mulher foi levada pelo Instituto Médico Legal (IML) e a DEHS segue investigando o caso.