Mulher é presa suspeita de arquitetar morte de rival do ex-companheiro, em Manaus

Segundo a polícia, Jean de Brito Albano foi morto por decapitação, em maio do ano passado, e teve o corpo encontrado em uma área de mata. Eles brigavam por disputa pelo tráfico de drogas

Filipe Távora / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Suzany Antunes Barreto, 27, foi presa, na manhã dessa quarta-feira (23), suspeita de ter arquitetado, junto com o ex-companheiro dela, Osmando Silva Teles, conhecido como ‘Osga’, a morte de Jean de Brito Albano, o ‘Jacaré’, 20. De acordo com a Polícia Civil (PC), a vítima era traficante de drogas rival de Osmando.

A mulher foi presa, por volta de 9h30, na casa da mãe dela, na Rua Romênia, Parque das Nações, bairro Flores, zona centro-sul de Manaus. Jean morreu decapitado na madrugada do dia 31 de maio do ano passado, na Rua Barão do Rio Branco, também no bairro Flores.

(Foto: Erlon Rodrigues/PC)

De acordo com o delegado Jeff David Mac Donald, da Delegacia Especializada em Homicídio e Sequestros (DEHS), mesmo preso, Osmando pediu à Suzany, por meio de telefone e do aplicativo WhatsApp, que ela investigasse a vida de Jean, pois ele estava vendendo drogas no território dos sócios dele, conhecidos como ‘irmãos Cachoeira’ (Charles Rodrigo Belo da Silva e Wanderlan Torres da Silva), na área do Parque das Nações.

“Ela afirma que o papel dela foi apenas o de fazer o levantamento da mobilidade de Jean na área do tráfico. Mas, através de provas robustas, verificamos que ela mandava recados a Osmando, dizendo que Jean precisava morrer porque ele estava ‘embaçando’ a área de tráfico do ex-companheiro dela”, relatou Jeff Mac Donald.

Ainda de acordo com o delegado, a DEHS investigava o homicídio de Osmando, que morreu na Rua Holanda, bairro Flores, no dia 3 de junho do ano passado, quando constatou que ele e Suzany participaram do homicídio de Jean como autores intelectuais. Quando Suzany confirmou a Osmando que Jean vendia, de fato, drogas para outros traficantes, cujas identidades ainda são desconhecidas, o ex-detento ordenou a execução de Jean.

“Dois dias depois do desaparecimento de Jean, ele foi encontrado decapitado na mata da universidade Nilton Lins, em maio do ano passado”, disse o delegado Jeff Mac Donald.

O homicídio de Jean é um dos dois que constam no histórico criminal de Suzany, que deverá responder por homicídio qualificado. “O inquérito fecha nesse ponto com a autoria dela e vamos analisar o pedido de prisão preventiva”, relatou o delegado. A investigação dos executores de Jean de Brito Albano continua em andamento.

Suzany permanecerá na DEHS em prisão preventiva por 30 dias, enquanto aguarda a decisão judicial que decidirá a unidade prisional para a qual ela será enviada.