Polícia divulga identidade de pistoleiro que matou maquiador em salão de beleza

Diego Araújo, conhecido como Diego Olhão ou Coqueirinho, foi levado ao local do crime por Géssica Alho, presa no último sábado. Mulher disse que receberia R$ 500 pelo serviço

Gisele Rodrigues/ redacao@diarioam.com.br

Géssica Alves Alho é a mulher que aparece nas câmeras do circuito interno do salão onde a vítima foi executada (Foto: Raquel Miranda)

Manaus – Diego Sabino de Araújo, conhecido como Diego Olhão ou Coqueirinho, é apontado como o pistoleiro contratado para matar o cabeleireiro e maquiador João Felipe de Oliveira Martins, 22, segundo o delegado Juan Valério, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). A informação foi divulgada, na manhã desta segunda-feira (11), durante a apresentação de Géssica Alves Alho, 24, a mulher que aparece nas câmeras do circuito interno do salão onde a vítima foi executada.

Conforme Valério, Diego Olhão já foi preso por tráfico de drogas e porte de arma enquanto Géssica é conhecida por fazer os ‘corres’.

Pelo fato do caso correr em segredo de justiça, Valério informou que a DEHS não pode repassar a motivação do crime. O delegado estima que, pelo menos, três pessoas estão envolvidas no assassinato do maquiador.

“Por conta da logística, foi um crime bem planejado. Teve uma pessoa que entrou em contato com a Géssica, outra que marcou o salão e outro que ajudou na fuga do pistoleiro”, disse o delegado.

Ainda conforme o delegado, Géssica estava escondida em uma casa no bairro do Mutirão.

Presa no último sábado (9), Géssica disse que uma pessoa entrou em contato, por telefone, para que ela levasse o pistoleiro até o salão. O valor negociado foi de R$ 500.

“Aceitei pelo meu filho, eu não sabia que ele ia matar, pensei que ia assaltar. Quando vi a arma no carro, ele disse que ia matar uma mulher que estava devendo um dinheiro”, afirmou.

Em entrevista, Géssica apresentou algumas contradições. Primeiro relatou que não sabia quem estava contratando, que a pessoa entrou em contato por um número de telefone privado. Em seguida, ela informou à reportagem que havia recebido uma mensagem no aplicativo Whatsapp.

“Eu topei porque estava precisando, para comprar umas coisas para o meu filho. Eu faço, sim, uns corres, mas é corre de faxina e essas coisas”, afirmou.

Após o homicídio, Géssica deixou o salão a pé e conseguiu pegar um táxi no final da rua. De acordo com ela, nenhum valor foi repassado pela participação no crime.

Polícia pede para população denunciar onde o suspeito está escondido (Foto: Raquel Miranda)

Para passar informações sobre o paradeiro do suspeito, a delegacia disponibilizou o número (92) 98118 9535. Na imagem divulgada, aparecem três fotos de Diego, uma delas no sistema prisional, outra do suspeito usando óculos de grau e uma mais atual.

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