Presidiário é suspeito de envolvimento em sumiço de mulher que desapareceu após visita ao Compaj

Andressa Castilho de Souza desapareceu há mais de uma semana quando foi visitar marido na prisão. Suspeita é que de presidiário do semiaberto tenha responsabilidade no sumiço dela

Girlene Medeiros/redaçcao@diarioam.com.br

Manaus – Uma das suspeitas das autoridades de segurança é que um presidiário, do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), de nome não divulgado, esteja envolvido no desaparecimento da vendedora de sucos Andressa Castilho de Souza, 22, registrado na última terça-feira (28), segundo informou o secretário executivo adjunto da Seap, major Klinger Paiva.

No último dia 28, Andressa foi até o Compaj entregar material para o marido, cujo nome foi divulgado, pela família dela, apenas como Júlio Cesar. Ele é presidiário do regime fechado do Compaj. A mulher voltava da prisão quando desapareceu no ramal onde está localizada a penitenciária e que dá acesso à rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista).

Mulher desapareceu após visitar o marido no Compaj (Foto: Divulgação)

De acordo com major Klinger, o presidiário do semiaberto é suspeito de ter encontrado Andressa no ramal, quando ela retornava do Compaj, e ter responsabilidade no sumiço dela. Uma das suspeitas levantadas pelas autoridades de segurança é que o presidiário tenha sumido com a vendedora de sucos por meio das matas localizadas próximas ao ramal e que dão acesso à comunidade São João, no quilômetro 4 da BR-174.

Apesar da suspeita, o secretário executivo adjunto da Seap afirmou que é preciso ter cautela já que o envolvimento do presidiário do semiaberto no desaparecimento de Andressa é uma suspeita apontada em uma das linhas de investigação traçadas pela polícia para encontrar a vendedora de sucos. “Não tem comprovar, nem a polícia tem como comprovar isso ainda. Há outras linhas de investigação”, disse Paiva.

De acordo com o major, desde a última segunda-feira (4), equipes das polícias civil e militar estiveram nas matas em busca de Andressa. “Por enquanto, não temos mais novidades, mas a gente está ajudando no que pode”, afirmou major Klinger, acrescentando que se reuniu com familiares de Andressa na tarde desta quinta-feira (7).

Entre as equipes de policiais que, segundo Paiva, estiveram no local estão a Companhia de Policiamento com Cães (CPCães) da Polícia Militar, a Delegacia Especializada em Ordem Política e Social (Deops) e o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Na manhã desta quinta, segundo o major, equipes do Departamento de Perícia Técnico-Científica (DPTC) estiveram no setor do regime semiaberto do Compaj.

Diferentemente do que foi noticiado anteriormente, o major Klinger afirmou que Andressa não tinha ido visitar o marido na prisão, já que as visitas são realizadas aos sábados e aos domingos. No dia em que desapareceu, de acordo com o secretário executivo adjunto da Seap, a vendedora de sucos tinha ido deixar materiais para Júlio César na prisão.



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