Preso leva policiais ao local onde corpo de homem é encontrado enterrado, no Novo Aleixo

O corpo de um homem, ainda não identificado, estava enterrado enrolado em uma rede. Marcelo dos Santos Gomes, 30, levou policiais até o local conhecido como 'tribunal do crime'

Jucélio Paiva / redacao@diarioam.com.br

Manaus- Marcelo dos Santos Gomes, 30, foi preso na tarde desta terça (12), após levar a polícia até uma cova rasa, onde o corpo de um homem, ainda não identificado, estava enterrado enrolado em uma rede. O corpo foi localizado em uma área de mata, na Rua 193, do bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus.

O local, funcionava como ‘tribunal do crime’ para julgar e matar desafetos do tráfico e devedores de drogas, conforme informou a sargento Saraiva Gomes, da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

Uma picareta, duas pás, uma enxada e uma faca, foram apreendidas no local onde o corpo foi enterrado. Uma barraca, além de comidas, também foram encontradas no terreno, que era usado também pelos traficantes, como boca de fumo, segundo o sargento Saraiva.

O sargento da Seaop contou, que na tarde desta terça-feira, os policiais foram até uma residência, localizada no núcleo 16, do bairro Cidade Nova, também na zona norte, investigar uma denúncia de tráfico de drogas. Ao chegar na casa, os policiais encontraram Marcelo e um comparsa dele que fugiu, mas deixou um aparelho celular para trás.

“No telefone, visualizamos mensagens onde os suspeitos comentavam sobre a execução de um homem e onde ele havia sido enterrado. Trouxemos o Marcelo, onde ele negou participação no crime, mas apontou o local exato onde o corpo estava”, disse. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para fazer a remoção do corpo da cova rasa.

Segundo os peritos do Departamento de Polícia Técnico-Cientifica (DPTC), a vítima foi enterrada há cerca de três dias, e estava em estado avançado de decomposição e não era possível saber se o homem foi vítima de arma de fogo, arma branca ou agressão. O corpo seguiu para o Instituto Médico Legal (IML).

Marcelo foi levado por uma equipe equipe da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para prestar depoimento sobre o caso.