‘Só queria dar um susto’, diz mulher envolvida na morte da cunhada

De acordo com Thaís Rejane Barbosa Alves, 32, ela queria apenas se 'vingar' da família Luana Freire de Souza, 19, que havia lhe acusado de roubo, anteriormente

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Thaís Rejane Barbosa Alves, 32, apontada no envolvimento na morte da cunhada dela, Luana Freire de Souza, 19, disse que “só queria dar um susto” na vítima. A suspeita do crime foi presa, nesta segunda-feira (3), na casa onde ela mora, no bairro Coroado, zona leste da capital.

O crime aconteceu, nesta segunda, quando Luana foi identificada morta, na Rua C, Conjunto Ouro Verde, bairro Coroado 3. A vítima foi encontrada em cima da cama, com seis perfurações de facadas no tórax e no braço. A arma do crime estava em cima do corpo da jovem.

Thaís declarou que combinou com um homem, identificado apenas como ‘Wills’, para que ele executasse o ‘susto’. Segundo a suspeita, o homem foi orientado por ela a bagunçar as coisas do quarto e pegar o dinheiro que estava guardado, apenas como forma de ‘vingança’, pois a família da Luana, havia acusado a cunhada de roubo.

“O dinheiro que ele pegasse na casa, ele poderia ficar. Eu não queria ele matasse a Luana. Conversei com ele por três vezes e nossas conversas duravam em torno de 20 minutos. Foi uma coisa muito rápida da minha emoção de querer fazer isso, eu não estava pensando nisso há meses. Só queria dar um susto para que ele pudesse pear esse dinheiro”, contou.

Thaís afirmou, ainda, que o suspeito, ao qual ela aponta ter sido o autor da morte de sua cunhada, é um conhecido do bairro e que, inclusive ele conhecia o pai da vítima. A suspeita relatou, também, que o homem tinha combinado de deixar o dinheiro na lata de lixo. Segundo Thaís, ela pegou o dinheiro, guardou em uma bolsa e escondeu embaixo da cama de um inquilino da casa onde a família mora.

Thaís Rejane Barbosa Alves, 32, foi presa nesta segunda-feira (3) (Foto: Sandro Pereira))

“Eu não sei se ele estava fazendo serviço para alguém, mas ele afirmou que não podia ficar com o dinheiro em mãos. Ficou combinado que ele voltaria para pegar o dinheiro mais tarde”, acrescentou.

Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Orlando Amaral, foi levado do local R$ 7.484, que já foi recuperado. O dinheiro era referente ao dízimo da igreja em que a família participava e a mãe de Luana era tesoureira.

Amaral contou que a declaração de Thaís, em que ela afirma a participação de ‘Wills’, é “fantasiosa”. “Ela indica o ‘Wills’, mas ninguém encontra essa pessoa. Ela não sabe dizer o nome e nem onde ele mora, de forma que nós estamos achando essa história fantasiosa”, afirmou o delegado.

A DEHS prosseguirá com as investigações com o intuito de localizar e prender o possível suspeito. Thaís foi autuada em flagrante por homicídio qualificado e será levada para audiência de custódia, no Fórum Henoch Reis.