Sobe para 20 o número de supostos envolvidos na morte de homem, em Borba

De acordo com a Polícia Civil, a investigação está finalizada e a corporação prepara o inquérito para que o mesmo seja encaminhado para o Ministério Público do Estado (MPE)

Bruno Mazieri / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A Polícia Civil (PC) afirmou, na tarde desta sexta-feira (13), que 20 pessoas foram identificadas com envolvimento na morte de Gabriel Lima Cardoso, 18, após ele ter sido espancado e queimado, no município de Borba (a 151 quilômetros ao sul de Manaus), no último domingo (8). Cardoso era suspeito de ter estuprado e assassinado uma adolescente de 14 anos, no mesmo município. O grupo também depredou os prédios da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e da 74ª Delegacia Interativa de Polícia.

Depois de ser retirado da delegacia, o jovem foi espancado e morto queimado. (Foto: Reprodução)

Segundo o delegado Mateus Moreira, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DIP), a investigação já foi finalizada e o inquérito será encaminhado para o Ministério Público do Estado (MPE), porém, os nomes dos identificados não podem ser divulgados para que não tenham riscos de fugas. “A identificação foi feita por meio das imagens gravadas pelos próprios populares, durante o ato, e amplamente divulgadas nas redes sociais”, explicou o delegado.

Ele ressaltou, ainda, que a maioria são homens, mas que as faixas etárias ainda não podem ser divulgadas. O delegado disse, também, que a família de Cardoso está bastante abalada com o ocorrido. “Eles (pais) também reconhecem o erro do filho deles, mas não compactuam com nenhuma forma de violência, nem a que foi praticada pelo filho e nem a praticada pelos populares. Apesar de tudo, eles estão tranquilos”.

Crime

Gabriel Lima Cardoso estava sendo acusado da morte de Patriciane Barros dos Santos, 14, encontrada sem vida no dia 4 de julho, por volta das 3h, no quintal de uma casa, em Borba. Segundo o delegado Mateus Moreira, Cardoso permaneceu escondido até o último domingo (8), quando se entregou, na presença de um advogado e “confessou informalmente a autoria do crime”. No mesmo domingo, moradores da cidade invadiram a 9ª CIPM e arrastaram Cardoso para a rua, onde ele foi espancado até a morte e depois incendiado.