Soldados são baleados por fuzil e Exército apreende 1,2 t de ‘skunk’, na fronteira

Militares foram atingidos com tiros de fuzil 556, disparados por narcotraficantes colombianos, em uma abordagem a uma embarcação, no município de Japurá

Jucélio Paiva / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Um sargento e um soldado do Exército Brasileiro foram atingidos com tiros de fuzil 556, durante confronto com narcotraficantes colombianos, durante uma abordagem a uma embarcação, que transportava 1,2 tonelada de maconha do tipo ‘skunk’, no município de Japurá (a 744 quilômetros a noroeste da capital). Com a apreensão de 750 quilos de maconha ‘skunk’, no dia 1º deste ano, o prejuízo aos narcotraficantes chega a R$ 18 milhões, informou o general Edson Rosty, chefe do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia (CMA).

De acordo com o general, os militares permanecem internados no Hospital de Tabatinga (a 1.108 quilômetros a oeste de Manaus). Mais três soldados foram atingidos durante o tiroteio, e foram atendidos pela equipe médica do Exército.

(Foto: Divulgação Exército)

De acordo com o general Rosty, militares do 3° Pelotão Especial de Fronteira – Vila Bittencourt, tentaram fazer uma abordagem de rotina, quando foram surpreendidos pelos narcotraficantes. “É uma área que é corredor de drogas. Nós, militares das Forças Armadas, sabemos que a nossa profissão é de risco, nós vivemos o perigo constante. Os militares que estão lá se preparam sabendo que estão correndo risco”, disse.

Segundo o chefe do Estado Maior do CMA, o sargento e o soldado baleados, que tiveram os nomes preservados, foram medicados, e pelo menos um deles seria liberado do hospital ainda neste sábado.

O general Edson Rosty informou que foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstancias dos fatos.

O Exército não informou quantos narcotraficantes estavam na embarcação colombiana, no momento do tiroteio, nem a quantidade de militares que participaram do confronto armado.

Prejuízo aos narcotraficantes chega a R$ 18 milhões, informou o general Edson Rosty, chefe do Estado Maior do CMA (Foto: Sandro Pereira)

O general disse, ainda, que o Governo da Colômbia já foi informado do ocorrido, e que as Forças Armadas continuam com as operações, na tentativa de prender os narcotraficantes envolvidos no tiroteio com os militares, quando transportavam o entorpecente, que tinha como destino a capital.
A Vila Bittencourt, onde os militares foram baleados, é a mesma onde o Exército apreendeu 750 quilos de drogas no 1º dia do ano.



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