Suspeito de estuprar mais de dez mulheres em Manaus é preso após nova denúncia

Homem responde na Justiça a oito processos por estupro, estupro de vulnerável e atentado violento ao pudor. Segundo a polícia, universitárias eram alvos do homem

Carla Albuquerque / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O técnico em eletrônica Alder Ronaldo da Silva Maciel, 46, suspeito de estuprar ao menos 11 mulheres em Manaus, foi preso, nesta terça-feira (10), por policiais do 16ª Distrito Integrado de Polícia (DIP), no Bairro Praça 14, zona sul da cidade. De acordo com a Polícia Civil (PC), o suspeito estuprava as vítimas dentro de um veículo.

Consta no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) que Alder já responde a oito processos por estupro, estupro de vulnerável e atentado violento ao pudor. Em processos existem boletins de ocorrências registrados desde 2009 com mulheres abordadas na Avenida Rodrigo Otávio, nas proximidades de uma universidade particular.

Homem chegou a ser condenado por estupro em 2012 mas alegou deficiência mental (Foto: Reprodução/Carla Albuquerque)

Conforme a delegada do 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Allyne Lima, a polícia voltou a procurar o suspeito após uma nova denúncia. Segundo ela, o suspeito abordou a mulher em um veículo modelo Logam, no bairro do Aleixo, zona centro-sul. Dentro do carro, ele transportava uma bíblia, que foi encontrada conforme a descrição da vítima, no momento da prisão.

O suspeito foi preso, no bairro Praça 14, em cumprimento a um mandado de prisão. Outros detalhes sobre o caso serão repassados na manhã desta quarta-feira (11), durante coletiva de impressa.

Casos

De acordo com processos disponíveis no site do TJAM, Alder responde a processos desde 2009. Nos documentos, as mulheres, em sua maioria universitárias de uma faculdade particular, localizada na Avenida Rodrigo Otávio, denunciaram que o homem as abordava ao oferecer carona informando que também estudava na unidade de ensino.

Em alguns casos, após a recusa da carona, Alder rendia as mulheres simulando estar armado e as obrigava a entrar no carro. Em seguida, as levava para ruas do bairro Mauazinho, na zona leste, onde as estuprava ou as forçava a praticar atos libidinosos.

Alder, segundo consta no TJAM, chegou a ser condenado por estupro em 2012 e foi conduzido ao Hospital de Custódia, após alegar ser uma pessoa com deficiência mental.



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