Ponte do Educandos é fechada para veículos pesados

A partir desta quinta-feira, a Ponte Antônio Plácido de Souza deve ser interditada para o tráfego de veículos pesados como ônibus, micro-ônibus e caminhões, após decisão da Justiça

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Crimes contra a Ordem Tributária, determinou a interdição da Ponte Antônio Plácido de Souza para o trânsito de veículos pesados, como ônibus, micro-ônibus e caminhões. O magistrado fixou que a interdição da ponte – que liga a Rua Delcídio do Amaral, no bairro Educandos, zona sul, à Rua Quintino Bocaiúva, no Centro da cidade –, se dê a partir da 0h desta quinta-feira (17).

A decisão é do juiz Paulo Fernando Feitoza, da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal e de Crimes contra a Ordem Tributária (Foto: Divulgação)

A partir desta quinta-feira, veículos pesados, como ônibus, micro-ônibus, caminhões, caminhões trator, trator misto, chassi-plataforma, motor-casa, reboque ou semirreboque e suas combinações, não poderão passar pelo local.

A partir da 0h do próximo dia 30 de maio, a interdição passará a abranger, também, o trânsito de pessoas e de veículos de qualquer porte e classificação, até o cumprimento integral da recuperação da ponte.

Segundo o juiz, a Ponte Antônio Plácido de Souza oferece riscos. No texto da decisão, o titular da 1ª Vara da Fazenda Pública mandou oficiar ao Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) e ao Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), a fim de que os órgãos fiscalizem e promovam a mobilidade urbana com vistas ao cumprimento da ordem judicial.

A Prefeitura de Manaus ainda vai divulgar a alteração do itinerário das três linhas do transporte público que passam pelo local.

Ação Civil

A decisão de Paulo Feitoza foi proferida em Ação Civil Pública com Obrigação de Fazer, proposta em 2011 pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), por meio da 63ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa da Ordem Urbanística. Na ação, o MP-AM destaca que a ponte, inaugurada em outubro de 1975, não recebeu a devida manutenção, embora tivessem vindo a público fragilidades na estrutura da construção, que tem uma extensão de 340 metros.