Processo envolvendo oito policiais como réus terá nova audiência, nesta segunda

O julgamento faz parte do processo sobre o desaparecimento de Alex Júlio Roque de Melo, Rita de Cássia Castro da Silva e Weverton Narinho Gonçalves, que aconteceu madrugada do dia 29 de outubro de 2016, na Comunidade Novo Reino

Carla Albuquerque / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Esta marcada para esta segunda-feira, na 3ª Vara do Tribunal do Júri, mais uma audiência do processo relacionado ao desaparecimento de Alex Júlio Roque de Melo, Rita de Cássia Castro da Silva e Weverton Narinho Gonçalves, ocorrido, em outubro de 2016, na zona leste de Manaus. De acordo com documentos do site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), além das testemunhas de defesa e acusação, os oito policiais militares, que são réus no processo, também serão ouvidos pela Justiça.

A audiência, segundo o TJAM, está marcada para as 11h, no Fórum Ministro Henoch Reis. No processo, são réus os policiais militares Luiz da Silva Ramos, José Fabiano Alves da Silva, Edson Ribeiro Costa, Ronaldo Cortez da Costa, Eldeson Alves de Moura, Cleydson Enéas Dantas, Denilson de Lima Corrêa e Isaac Loureiro da Silva. À época, eles eram lotados na 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).

A audiência, segundo o TJAM, está marcada para as 11h, no Fórum Ministro Henoch Reis (Foto: Divulgação/Raphael Alves)

Consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado (MPE), que o trio foi sequestrado, na madrugada do dia 29 de outubro de 2016, no cruzamento das ruas Sobral com a Rua Angelo Bitencourt, próximo a uma drogaria, na Comunidade Novo Reino, Conjunto Castanheira, no bairro Gilberto Mestrinho.

O trio, segundo a denúncia, foi abordado pelos policiais, Edson, Ronaldo, Luiz Ramos e José Fabiano. Em seguida, se envolveram na ocorrência Edson, Ronaldo, Eldeson e os demais réus.

Após ser detido, o trio desapareceu. Testemunhas e provas técnicas obtidas por meio de sequências telefônicas, indicam que os suspeitos se comunicaram sobre o ocorrido e que foram até o Ramal do Brasileirinho, na zona leste, onde segundo o MPE, nunca foram encontrados.