Professores da Seduc cobram de Amazonino reajuste em audiência, na ALE

Categoria pede 35% de reajuste, sendo 30% de reposição da inflação referente ao período de abril de 2014 a março de 2018, e 5% de ganho real

Asafe Augusto / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Durante audiência pública realizada, na manhã desta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), professores da rede pública de ensino fizeram reivindicações em relação ao reajuste salarial da categoria. De acordo com a coordenadora geral Sindicato dos Professores e Pedagogos do Município de Manaus (Asprom Sindical), Helma Sampaio, a categoria pede 35% de reajuste, sendo 30% de reposição da inflação referente ao período de abril de 2014 a março de 2018, e 5% de ganho real.

Grupo de professores se reuniu na ALE, nesta manhã, para protestar

Segundo Helma, as perdas salariais em quatro anos chegaram a 45%. “Estamos reivindicando a melhora na condição de vida dos professores, e demais administrativos da Seduc (Secretaria de Educação) que estão há quatro anos sem reajuste salarial”, disse.

A coordenadora afirmou que o Governo não abre diálogo com a categoria e não sinaliza com nenhuma solução. “Não conseguimos um diálogo com o governador (Amazonino Mendes). Conversamos, no dia 2 de fevereiro, com o secretário de educação do Estado, mas ele não nos deu nenhum retorno. O que temos é a promessa que o governador vai cumprir a data-base, mas até agora, não sinalizou nada. O nosso medo é que ele deixe passar em branco, e só apresente um reajuste em outubro, quando ele vai ser impedido de dar algo maior que a inflação por conta da lei eleitoral”, afirmou.

Segundo Helma, a inflação está a 3,8% e a categoria não quer receber esse percentual que, conforme a coordenadora, é “vexatório”. Conforme a representante da Comissao de Professores de Manacapuru, Suelny Gomes, os educadores que lecionam no interior também estão na mesma situação.

“Nossa data-base e aumento salarial. Nossa perda é de 45% e estamos reivindicando 35%. Nosso vale alimentação é uma vergonha, R$ 220,00. O dinheiro do Fundeb do Estado não é repassado ao professor. Todo dia 20 cai na conta do Estado e o Governo não repassa aos servidores, 790 professores estão nessa situação”, reclamou.

Ao ser questionado sobre a falta de diálogo do governador com a categoria, o líder do governo na Assembleia, deputado Dermilson Chagas (PEN), disse que Amazonino Mendes (PDT) sempre está de portas abertas a todas as categorias.

“O governador está sinalizando e está dando reajuste que governos passados não deram. Está conversando com a PC e PM. Ele está olhando para todo mundo e vai atender, assim que possível. Ele não está medindo esforços para atender. O governo está de portas abertas para melhorar a qualidade de vida de todos os servidores do Estado, seja de qualquer categoria”, disse, ressaltando que o governo sinalizou um reajuste de 8,17% para os professores.

Os professores dizem que haverá uma assembleia geral, às 16h desta quarta-feira, com pauta única, quando poderá ser deflagrada greve de toda a categoria.