Professores da UEA paralisam atividades e cobram de Amazonino Plano de Cargos e reajuste

Nesta manhã, um grupo de professores participa de Audiência Pública, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), para tratar sobre as reivindicações

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Um grupo de professores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) faz, nesta quarta-feira (14), paralisação. Eles afirmam que o governador Amazonino Mendes não apresentou Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e que não há abertura de negociação com o Sindicato dos Docentes da UEA (Sind-UEA) para tratar das perdas salariais acumuladas, o dissídio.

Nesta manhã, um grupo de professores participa de Audiência Pública, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), para tratar sobre as reivindicações (Foto: Asafe Augusto/Divulgação)

Segundo a presidente do Sind-UEA, Gimima Silva, as reivindicações dizem respeito ao não pagamento de dissídios de 2015, 2016, 2017, e ao pagamento retroativo do escalonamento, previsto em Lei para janeiro de 2017, e concedido somente em fevereiro de 2018.  “A data-base é maior. Deveríamos estar tratando do dissídio de 2018 e não tem nada a esse respeito. Nós temos um acúmulo de um reajuste que foi concedido em 2014, de forma escalonada. E o que seria a última parcela, a ser paga em janeiro de 2018, nem se fala, não há previsão para isso”, acrescentou.

Gimima disse que, embora a gestão superior tenha tido um entendimento errado, a paralisação não é uma greve, é um dia de luta pelos direitos dos professores, que, segundo ela, estão sendo feridos pelo Governo do Amazonas. “Nós temos um acúmulo de dívidas que estão sendo empurradas com a barriga pelo Governo atual. Nós tentamos negociar. Estamos dando entrada e protocolando solicitações de audiência, desde outubro, quando o Governo assumiu, e não temos tido sucesso”, disse.

Um grupo de professores participa, nesta quarta-feira, de Audiência Pública, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), para tratar sobre as reivindicações dos professores do Estado. O sindicato quer que o Governo negocie com a categoria e que apresente um plano sobre como pretende pagar o que os professores estão exigindo, conforme afirmou Gimima.

“Se o Governo não tem condições de pagar, ele tem que mostrar um plano de desembolso. Ele (Governo) reconhecer a dívida, não é nada novo. São pagamentos e aumentos que são previstos em lei. Então, deveria haver um planejamento para isso, dentro do orçamento. Se não houve planejamento, ele tem que apresentar um plano de como ele pretende pagar”, afirmou.

Outros grupos também protestam na ALE, nesta manhã (Foto: Asafe Augusto/Divulgação)