Professores fecham avenida em protesto e ameaçam greve para as próximas 48 horas

Pelo menos 50 professores da rede estadual de ensino deram continuidade aos protestos na Educação e bloquearam a avenida Noel Nutels, na zona Norte, por cerca de duas horas

Jucélio Paiva / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A greve dos professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pode ser deflagrada nas próximas 48 horas, caso não haja avanço nas negociações com o Governo do Estado, durante uma audiência pública, marcada para às 11h desta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa do Estado do amazonas (ALE-AM). A afirmação é do presidente do Sindicato dos Professores e Pedagogos do Município de Manaus (Asprom), Lambert Melo. Os professores fizeram novo protesto e fecharam por cerca de duas horas a avenida Noel Nutels, na zona Norte de Manaus.

Em continuidade aos protestos na Educação, pelo menos 50 professores da rede estadual de ensino bloquearam a avenida no bairro Cidade Nova, zona norte, próximo ao Terminal 3 (T3), para cobrar reajuste salarial, na tarde desta terça-feira (13). De acordo com o presidente da Asprom, às 16h, também desta quarta-feira, deve acontecer uma assembleia geral da categoria, na sede da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Bens, Serviços e Turismo do amazonas (Fetracom-AM), na Rua Ramos Ferreira, Centro.

Os professores cobram 35% de reajuste salarial, que segundo o presidente da Asprom, está defasado há 4 anos. “Temos uma pauta com 16 itens de reivindicação que vamos apresentar na audiência pública e melhorar na assembleia geral. Caso não haja acordo, vamos entrar em greve”, disse Lambert Melo. Segundo Melo, 30 mil professores fazem parte do quadro da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM), atualmente, e 50%, devem aderir a greve, caso ela aconteça.

Trânsito

De acordo com informações do agente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans), Abimael Sá, o ato dos professores iniciou por volta das 15h e terminou às 17h10. O trânsito na área apresentou lentidão por cerca de uma hora. O grupo saiu da frente da Escola Estadual Dom João de Souza Lima, na avenida Timbiras, e seguiu em caminhada até a Aldeia do Conhecimento, também na zona norte.

Em seguida, os professores pararam na frente do T3 e interditaram os dois sentidos da avenida, segundo informações do agente de trânsito Abimael Sá. “Eles (professores) pediram nosso apoio para fazerem a caminhada até a Aldeia do Conhecimento, mas depois pararam na frente do terminal, onde seguiram o protesto. O último ato foi um círculo, onde cantaram o hino do Amazonas, e depois dispersaram”, disse.