Professores suspendem aulas e cobram resposta de Amazonino até o fim do dia

Aulas foram suspensas em uma escola da Seduc, na zona norte. Professores ameaçam greve geral, caso não obtenham resposta do governador nesta terça

Édria Caroline / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Professores e administrativos da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc) paralisaram as atividades, na manhã desta terça-feira (13), em Manaus. As aulas na Escola Estadual Dom João de Souza Lima, na Avenida Timbiras, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus, foram suspensas até o fim do dia. Os professores ameaçam paralisar as atividades em todas as escolas do Estado, caso as reivindicações não sejam atendidas pelo governador Amazonino Mendes.

Professores da Escola Dom João de Souza Lima, na zona norte, suspenderam as aulas nesta terça (Foto: Pablo Trindade)

De acordo com a coordenadora geral do Sindicato dos Professores e Pedagogos do Município de Manaus (Asprom Sindical) Helma Sampaio, uma greve geral poderá ser deliberada pela categoria. “Desde o dia 7 de fevereiro, quando o secretário (da Seduc) nos recebeu, vivemos de promessas. Não vamos mais aguentar isso. Se não cumprirem a nossa data-base, nós vamos parar”, afirmou Helma.

A categoria reivindica o cumprimento da data-base e o reajuste salarial de 35%. Na tarde desta quarta-feira (14), a categoria deve se reunir, em uma assembleia geral, para definir a deliberação da greve. “O governador tem até o final do dia de hoje (13) para dar um retorno pra categoria”, disse a coordenadora do Asprom Sindical.

Ainda na tarde desta terça-feira, professores sairão em caminhada da Escola Estadual Dom João de Souza Lima até a Escola Estadual Hilda de Azevedo Tribuzy, na Avenida Noel Nutels, também na Cidade Nova. Segundo o sindicato, as atividades das escolas dos municípios de Parintins, Manacapuru e Tabatinga também estão paralisadas.

A reportagem entrou em contato com a Seduc que informou que a data-base da categoria “já foi garantida pelo Governo para o mês de março. Faltando somente definir o percentual de reajustes”. A secretaria classificou as manifestações como ilegais, porque segundo o órgão não estão sendo movidas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), representante oficial dos servidores da educação.

O governo informou que vai pagar em abril as progressões dos servidores que se especializaram e concluíram os cursos de mestrado e doutorado. O MP-AM também foi questionado sobre o andamento da investigação, mas até a publicação nenhuma resposta foi encaminhada.

***Matéria atualizada às 13h30, para acréscimo da nota da Seduc.