Quase 50 presos são liberados do semiaberto do Compaj e usarão tornozeleiras

Circulam em redes sociais informações sobre a liberação de 1.500 presos do semiaberto, mas a Seap afirma que o número não condiz com o de presos desse regime na capital

Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Durante audiência de presos do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), nesta terça-feira (13), 47 detentos foram liberados e passarão a ser monitorados por tornozeleira eletrônica, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap). Circulam em redes sociais informações sobre a liberação de 1.500 presos do semiaberto, mas a Seap afirma que o número não condiz com o de presos desse regime na capital.

Quase 50 presos foram liberados do semiaberto e serão monitorados por tornozeleiras (Foto: Arquivo/Divulgação)

A Seap informou que as audiências começaram nesta terça-feira, no Fórum Henoch Reis, com juízes da Vara de Execução Penal (VEP). No primeiro dia, foram realizadas 63 audiências, com o resultado de 47 presos do semiaberto com monitoramento eletrônico. Nesta quarta-feira (14), o procedimento está ocorrendo com um total de 56 presos.

As audiências resultaram, ainda, na progressão de três presos para o regime aberto, seis livramentos condicionais, seis transferências para o Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM II) e uma regressão ao regime fechado do Compaj.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) afirmou que o semiaberto possui capacidade para 600 detentos. Mas, segundo o órgão, esse número oscila e, na última contagem, havia 589 presos.

As audiências que estão sendo  realizadas dizem respeito à decisão da Justiça pela desativação do semiaberto do Compaj. Conforme o TJAM, a determinação previa que os casos fossem avaliados e, caso o detento estivesse em condições, passaria ser monitorado por tornozeleira.

Segundo a Seap, o ônibus da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), presente no Fórum Henoch Reis na manhã desta quarta-feira, estava prestando apoio com a Delegacia Móvel e está sendo utilizado como espaço para o cadastro no sistema de monitoramento dos presos que precisam da aplicação da tornozeleira eletrônica.