Reitoria da Ufam assina acordo para combater assédio moral na instituição

O acordo prevê a criação de uma comissão de enfrentamento ao assédio moral, que deve trabalhar com ações de prevenção e combate ao problema

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) firmou um acordo de cooperação técnica para a prevenção e combate ao assédio moral na instituição. O documento é assinado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública da União (DPU) e instituições como o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam).

O acordo prevê a criação de uma comissão de enfrentamento ao assédio moral composta por membros da própria universidade e entidades associadas. O Departamento de Saúde e Qualidade de Vida da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (DSQV/Progesp) será o responsável pela implementação.

Acordo é assinado por instituições como a DPU, MPT e Sintesam (Foto: Divulgação/Ufam)

“A comissão trabalhará na conscientização e mediação de conflitos, por meio de ações pontuais e sistemáticas. Haverá a parte disciplinar, mas ela não é o foco. A ideia é agir para que as relações de trabalho melhorem. É um trabalho a longo prazo, de desconstrução de uma cultura prejudicial, e envolverá toda a universidade”, explicou o diretor do DSQV, TAE Ronaldo Bastos.

O reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, garantiu que a Universidade trabalhará para a implementação eficiente do acordo. “Vamos atuar dentro dos marcos colocados pelo documento, que são a conscientização, prevenção e mediação de casos de assédio moral”, disse o gestor.

O acordo de cooperação técnica é resultado do trabalho da Comissão de Combate ao Assédio Moral na Ufam (CCAM), formada por servidores da instituição. As professoras Maria Izabel Heckmann e Kátia Couto e TAE Crisolda Araújo representaram a organização durante assinatura do documento.

A representante da DPU, Lígia Prado da Rocha, ressaltou a importância da Universidade reconhecer a problemática do assédio moral em seu meio. “O assédio moral existe em diversos âmbitos hierárquicos e precisa ser combatido. Reconhecer a existência é o primeiro passo para a conscientização e prevenção. Se não existe uma política de combate no âmbito universitário, você acaba coadunando com posturas que vão contra tudo o que a universidade representa”, observou a defensora pública.