Relatório aponta falta de tratamento do lixo no Amazonas e cobra providências

Segundo estudo desenvolvido pela Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), o Amazonas tem um aterro controlado, em Manaus, e 61 lixões a céu aberto no interior do Estado

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Um dos maiores geradores de resíduos sólidos urbanos (RSU) da Região Norte, o Amazonas tem tratamento sobre o lixo somente em Manaus. É o que aponta o relatório do Grupo de Trabalho (GT) do Saneamento Básico no Estado do Amazonas, constituído pela Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

Lixão (Foto: Sandro Pereira/Arquivo)

De acordo com o relatório, quando se trata de geração de lixo por habitante, o Estado é o maior da região gerando 1,156kg de lixo por habitante ao dia, ultrapassando a média nacional que é de 1,079kg de lixo habitante/dia. Dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil/2010 dão conta de que 53,8% dos resíduos sólidos urbanos gerados no País são destinados a Aterros Sanitários, 23,2% a Aterros Controlados e 23% a lixões.

Já dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) no panorama da destinação de resíduos no Estado apontam que o Amazonas tem apenas um aterro controlado – em Manaus – e 61 lixões a céu aberto, nos demais municípios.

A realidade dos resíduos sólidos no interior do Estado, segundo o TCE, registra irregularidades, inadequações, precariedades e péssimas condições dos serviços de saneamento básico, ou seja, ausência de monitoramento em relação ao plano em 59 municípios. Afirma ainda que nos 61 municípios, 92% da destinação final dos resíduos vão para lixões a céu aberto. Os municípios inspecionados, em sua maioria, são municípios polos.

Diz o relatório que “o morador de Manaus polui a cada dia o Rio Negro; bebe água suja de poços artesianos poluídos; e os municípios do interior não idealizaram planos de resíduos sólidos”.

Além disso, “Manaus ainda sofre com a falta de destino para o lixo industrial e doméstico por conta da falta de conscientização coletiva em relação ao meio ambiente”.

Em função desse quadro, o GT considerou o item “limpeza pública” como “de extrema preocupação e merecedor de providências urgentes” devido à realidade detectada em quase todos os municípios.

Estudo do GT aponta que “a situação é tão grave que Estado e sociedade precisam agir urgente, com vontade, determinação política e sabedoria para enfrentar e resolver os impasses que se apresentam”.



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