Sejusc identifica mais 106 pessoas em situação de rua, em Manaus

Deste total, quatro são crianças. A maioria dessas pessoas passaram a viver nas ruas da capital por conta da dependência de álcool e drogas

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Um total de 106 pessoas foram identificadas em situação de rua, em Manaus, durante o censo de 2017 coordenado pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), na noite da última terça-feira (5), no entorno da Feira da Manaus Moderna, no Centro da cidade.

Segundo o coordenador do Centro Estadual de Referência em Direitos Humanos, Cristiano Chixaro, na maioria dos casos essas pessoas passaram a viver nas ruas por causa de dependências de álcool e drogas. Outros problemas que levaram a isso foram brigas de família e separação conjugal.

Foram incluídas no censo, 99 pessoas do sexo masculino e sete do feminino (Foto: Divulgação/Sejusc)

“Desses 106, 70 dos entrevistados estavam com indícios de uso de drogas e de álcool. Eles não relatam abertamente que essa seja a situação que o fizeram sair de casa, mas eles relatam que usam drogas e o álcool desde muito cedo, então a gente leva a entender que o uso dessa substância vem sim acarretando problemas e influenciando”, disse.

Foram incluídas no censo, 99 pessoas do sexo masculino e sete do feminino. Destas, quatro são crianças. Somando-se aos outros 69 registrados no mapeamento realizado no dia 27 de outubro deste ano, o total geral fica em 175 pessoas em situação de rua na região do Centro de Manaus.

De acordo com o secretário da Sejusc, Clizares Santana, o registro ajuda a atualizar o banco de dados da instituição. “O cadastro é necessário para agilizarmos o atendimento individual e lançando mão de políticas públicas inclui-las em programas sociais e/ou encaminhá-las aos serviços existentes na rede do Governo do Amazonas”, afirma.

O órgão informou que entre as demandas identificadas pela equipe, as mais comuns são falta de documentação básica, como Certidão de Nascimento, RG e CPF, doenças em geral, principalmente de pele, migrantes sem familiares ou conhecidos na cidade, abandono do lar, ausência de familiares e uso de álcool e outras drogas.



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