União repassa imóvel para abrigar famílias no programa ‘Minha Casa Minha Vida’

Ex-sede do INSS ocupada por 35 famílias passará por reforma, em Manaus, para servir de habitação popular, após associação de trabalhadores obter aval para gerir a reforma e o imóvel

Maria Luiza Dacio / redacao@diarioam.com.br

Manaus- A Superintendência do Patrimônio da União no Amazonas (SPU/AM) realizou, na tarde desta terça-feira (15), o primeiro sorteio que selecionou a entidade que vai gerir e obter recursos para destinar um prédio da União para a moradia popular, no âmbito do programa ‘Minha Casa Minha Vida-Entidades’.

No imóvel hoje ocupado por 35 famílias, na esquina das ruas Quintino Bocaíuva com Guilherme Moreira, Centro, já funcionou a sede do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Dez entidades participaram do sorteio que teve por vencedor a Associação dos Cabos, Soldados e Taifeiros da Aeronáutica do Estado do Amazonas (Acasota-AM).

O superintendente da SPU Alessandro Choen defendeu a lisura do processo e destacou que a utilização do imóvel será regularizada. “Houve um acordo por uma medida judicial porque 30 famílias moram no local”, disse. “O prédio deixa de ser da União e passa a ser uma esfera habitacional do ‘Minha Casa Minha Vida – Entidades’”, explica o superintendente.

Além do superintendente da SPU, participaram do sorteio o subsecretário de Habitação de Manaus, José de Arimatéia, que foi responsável por sortear a entidade. O processo para a entidade estar apta a participar do sorteio era ter uma demanda, estar com toda a documentação da instituição legalizada e ter utilidade pública.

Os moradores irão pagar uma taxa à entidade vencedora, que varia de R$ 80 a R$ 240, dependendo das condições de cada família. O projeto é piloto no Amazonas e este é o primeiro prédio que deixa de ser governamental e passará a ser habitacional, após necessárias obras de reforma.

A diretora administrativa da Acasota-AM comemorou o resultado do sorteio e defendeu que seus associados precisam das moradias. “São mais de seis mil famílias associadas à entidade. Todo esse trabalho é antigo e nunca desistimos”, afirmou.

A coordenadora do movimento União Nacional por Moradia Popular, Cristiane Telles, disse estar confiante quanto a garantia das habitações para as famílias que estão no prédio há mais de dois anos. Telles destacou que o processo de seleção da entidade foi corretamente conduzido. “Agradecemos muito. Queremos a reforma do prédio e que ele seja adequado para habitação para as famílias”, disse.

O superintendente Alessandro Cohen prometeu um prazo de até dez dias para a publicação da escolha da entidade no Diário Oficial da União (DOU).