Unidade fluvial do Inmetro percorre seis cidades da calha do Purus

Expedição terá duração de 40 dias viagem, período em que serão realizadas diversas coletas para análises de pesquisa nas áreas ambiental e da saúde

Com informações da assessoria / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Inaugurada pelo governo federal em julho deste ano, a Unidade Básica Fluvial de Fiscalização e Pesquisa (UBFFP) do Inmetro Amazonas deu início, na segunda-feira (5), a uma expedição fluvial de pesquisa científica na calha do Rio Purus. Esta é a quarta viagem, desde que começou a operar nos rios do Amazonas. O destino são as cidades de Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá e Beruri.

Expedição Inmetro terá duração de 40 dias viagem, período em que serão realizadas diversas coletas para análises de pesquisa nas áreas ambiental e da saúde (Foto: Divulgação/Inmetro Amazonas)

De acordo com a pesquisadora Natália Salinas, do Inmetro Amazonas, essa quarta expedição terá duração de 40 dias viagem, período em que serão realizadas diversas coletas para análises de pesquisa nas áreas ambiental e da saúde. “Nós iremos coletar amostras da água, do açaí e do solo com objetivo de consolidar um inventário de dados nas áreas da saúde e meio ambiente, uma vez que anualmente serão realizadas pesquisas para obtermos um panorama do nosso Estado”, disse.

Expedição Inmetro terá duração de 40 dias viagem, período em que serão realizadas diversas coletas para análises de pesquisa nas áreas ambiental e da saúde (Foto: Divulgação/Inmetro Amazonas)

Saúde

Na área da saúde serão coletadas amostras de açaí para a pesquisa da doença de chagas e do sangue de animais no entorno dos batedores que comercializam o fruto. Na ocasião, os pesquisadores também farão um levantamento de inventário sobre doenças secundárias após a infecção da malária.

Meio ambiente

Para identificar as bactérias e fungos com potencial biotecnológico e da saúde serão feitas pesquisas no solo dos rios Purus e Solimões. Além da busca por descobertas de microrganismo com potencial biotecnológico e pesquisa de alimentos.

Segundo o chefe do Inmetro Amazonas, engenheiro Márcio André Brito, a unidade fluvial de pesquisa já percorreu os municípios da calha dos rios Madeira e Negro e o Baixo Amazonas e já identificou alguns resultados preliminares. “Em quatro meses de pesquisas realizadas, já foram detectadas treze novas bactérias, sete novos fungos desconhecidos que ainda não existem na classificação biológica e que tem potencial para fármaco e antibiótico”, informou Brito.

“Os resultados também apontam para um aquecimento da água destes rios, o que indica um desequilíbrio ambiental ainda a ser descrito e discutido com pesquisadores da região”, completou o chefe do Inmetro Amazonas.

A expedição conta com a parceria das instituições de pesquisas Empresa Brasileira de Pesquisa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) e Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

O Inmetro coleta amostras da água, do açaí e do solo, com o objetivo de consolidar um inventário de dados nas áreas da saúde e meio ambiente (Foto: Divulgação/Inmetro Amazonas)