Viúva de advogado morto no Porão é primeira testemunha a ser ouvida pela Justiça

O acusado, o delegado de Polícia Civil Gustavo Sotero, será o último a prestar depoimento, o que está previsto para acontecer no início da noite desta quinta-feira

Édria Caroline / redacao@diarioam.com.br

ManausA audiência de instrução do delegado de Polícia Civil Gustavo Sotero, acusado de matar a tiros o advogado Wilson de Lima Justo Filho, 35, dentro do Porão do Alemão no ano passado, começou por volta das 9h desta quinta-feira (14). Neste momento, a viúva e vítima dos disparos feitos por Sotero, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, primeira testemunha a ser ouvida, presta depoimento. O acusado será o último a prestar depoimento, o que está previsto para acontecer no início da noite desta quinta.

Fabíola foi baleada na perna e seu esposo, o advogado Wilson Justo, foi morto a tiros no Porão do Alemão, em novembro do ano passado (Foto: Divulgação/OAB)

O representante da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), Alberto Simonetti Cabral Neto, acredita que o julgamento do delegado aconteça somente em 2019. “Acredito que ele não vá a júri ainda esse ano (2018), mas isso tudo também vai depender do decorrer do processo”, explicou.

Alberto Simonetti Cabral Neto chegando para a audiência de instrução (Foto: Raquel Miranda)

Pela quantidade de testemunhas a serem ouvidas, é possível que a audiência se estenda por mais dias, mas o assistente de acusação afirmou que essa é uma decisão que fica a cargo da juíza Mirza Telma, que preside a sessão.

Alberto Simonetti disse, ainda, que a OAB tem opinião contrária à da defesa, que afirma que Sotero agiu em legítima defesa. “Analisando os fatos, verificamos que não se apresentam requesitos de legítima defesa em nenhuma das modalidades. De maneira geral, a tese da defesa é de que houve uma agressão da vítima e nas próprias imagens se verifica que não houve isso”, afirmou.